Aguarde, carregando...

Terça-feira, 05 de Maio 2026
Política

Alckmin projeta diálogo e harmonia em reunião de Lula com Trump

Vice-presidente destaca importância econômica dos Estados Unidos e comenta programas sociais e parcerias com a Suécia

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Alckmin projeta diálogo e harmonia em reunião de Lula com Trump
© Paulo Pinto/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (4), em São Paulo, que nutre expectativas positivas para que o diálogo prevaleça no próximo encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano Donald Trump. A reunião entre os dois mandatários está agendada para ocorrer em Washington ainda esta semana.

"Torço para que a boa relação estabelecida entre os presidentes Lula e Trump se fortaleça, gerando frutos para estas duas grandes nações e democracias ocidentais", declarou ele aos jornalistas presentes.

Segundo o vice-presidente, a conferência entre os chefes de Estado assume um papel vital, especialmente pelo fato de os Estados Unidos serem os maiores investidores no Brasil.

Publicidade

Leia Também:

“Este compromisso é de suma importância, pois os Estados Unidos figuram como o terceiro maior parceiro comercial brasileiro, vindo após a China e a União Europeia. Contudo, ocupam a primeira posição em investimentos diretos no país, o que torna a reunião estratégica”, explicou.

“No que tange às tarifas, sempre pleiteamos uma convivência mais equilibrada. A política de sobretaxas não se justificava, uma vez que os Estados Unidos possuem um superávit comercial com o Brasil, ao contrário do que ocorre com diversos outros países”, salientou.

Na avaliação de Alckmin, o diálogo entre os presidentes será vantajoso para ambos os lados e deve abordar pautas como tecnologia e minerais críticos.

“O presidente Lula é um entusiasta da diplomacia. Todas as diretrizes visam consolidar o relacionamento entre Brasil e Estados Unidos em um modelo de ganho mútuo. Possuímos cerca de 4 mil empresas de origem americana operando em solo brasileiro. Creio que vivemos um novo ciclo, deixando para trás as tensões tarifárias para focar na parceria e na remoção de barreiras técnicas.

De acordo com ele, há margem para tratativas sobre temas como big techs e terras raras. "Teremos o Redata, um incentivo para a vinda de centros de dados. Existem inúmeras possibilidades para investimentos de lado a lado”, concluiu.

Programa Desenrola

Alckmin também teceu comentários sobre o novo programa Desenrola, lançado oficialmente nesta manhã pelo presidente Lula. A iniciativa foca na renegociação de dívidas de cidadãos com rendimentos de até cinco salários mínimos, abrangendo débitos de cartões de crédito, cheque especial e financiamentos pessoais.

“O Desenrola é fundamental para o auxílio às famílias, oferecendo descontos que podem chegar a 90%. O programa viabilizará juros mais acessíveis e também beneficiará o segmento das pequenas empresas”, afirmou o vice-presidente.

Relações com a Suécia

O vice-presidente compareceu hoje à Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, na capital paulista. No encontro com o empresariado, Alckmin ressaltou o quão relevante é a formalização do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

“Essa união potencializa os investimentos bilaterais, a integração das cadeias de produção e a sinergia econômica entre as regiões”, disse ele.

Segundo o levantamento Business Climate Survey 2026, apresentado hoje pela entidade, 63% das companhias suecas no Brasil planejam elevar o volume de suprimentos vindos da Europa com base no tratado Mercosul-União Europeia. Além disso, 49% dessas organizações preveem expansão nas exportações brasileiras para o continente europeu.

A sondagem, realizada entre o fim de janeiro e o início de março com 60 empresas, indicou que 73% delas registraram lucros no país durante o ano de 2025. Para a Câmara, o dado é muito positivo, principalmente diante da desaceleração econômica e dos juros elevados.

Outro ponto destacado pela pesquisa é que 46% das corporações suecas pretendem ampliar seus aportes financeiros no Brasil nos próximos doze meses.

FONTE/CRÉDITOS: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR