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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
Justiça

André Mendonça assume relatoria do caso Banco Master após saída de Dias Toffoli

Substituição ocorre após menções ao nome de Toffoli em mensagens interceptadas pela Polícia Federal

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
André Mendonça assume relatoria do caso Banco Master após saída de Dias Toffoli
© Carlos Moura/SCO/STF
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O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado nesta quinta-feira (12) como o novo responsável pela relatoria do inquérito que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master na Corte.

A escolha do magistrado foi realizada via sistema eletrônico logo após Dias Toffoli solicitar o afastamento da função. A decisão de Toffoli ocorreu depois que a Polícia Federal (PF) reportou ao presidente do tribunal, Edson Fachin, que o nome do ministro aparecia em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, cujo aparelho foi confiscado em uma operação de busca e apreensão.

As informações contidas nessas mensagens estão protegidas por sigilo de Justiça.

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Com a mudança, Mendonça passa a coordenar os próximos passos da investigação. O ministro também já atua como relator de outro processo relevante, que apura descontos irregulares de mensalidades associativas em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Toffoli, que geria o processo desde novembro do ano passado, abriu mão da relatoria após uma reunião convocada por Edson Fachin para apresentar o relatório da PF aos demais membros do STF.

Saída de Toffoli

Em comunicado oficial, os integrantes do Supremo manifestaram solidariedade a Toffoli, afirmando que não existem razões jurídicas para suspeição ou impedimento do colega.

[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a instituição.

O texto enfatiza que a saída do caso foi um pedido voluntário de Toffoli.

"Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição".

Reunião

Durante o encontro, que teve duração de cerca de três horas, os magistrados analisaram o relatório da PF que detalha as citações a Toffoli no celular de Vorcaro.

A defesa de Toffoli chegou a argumentar pela sua permanência no cargo, mas, diante da repercussão negativa e pressão externa, o ministro concordou em deixar o comando da ação judicial.

Toffoli vinha sofrendo críticas desde o mês passado, quando notícias revelaram que a Polícia Federal encontrou indícios de irregularidades em um fundo de investimento vinculado ao Banco Master. Esse fundo teria adquirido participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que pertencia a familiares do ministro.

Em nota divulgada anteriormente, Toffoli confirmou sua condição de sócio no resort, mas assegurou que jamais recebeu pagamentos oriundos de Daniel Vorcaro.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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