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Sexta-feira, 15 de Maio 2026
Saúde

Anvisa estabelece novas regras para cúrcuma em suplementos alimentares

A nova instrução normativa, publicada no Diário Oficial da União, ajusta as doses permitidas da substância e aprimora as informações nos rótulos para garantir a segurança dos consumidores.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Anvisa estabelece novas regras para cúrcuma em suplementos alimentares
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quarta-feira (22) novas diretrizes para a comercialização de suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão.

Com a publicação de uma instrução normativa no Diário Oficial da União, foram estabelecidos limites mais rigorosos para a substância e aprimoradas as informações contidas nos rótulos, visando a proteção da saúde dos consumidores.

Em comunicado oficial, a Anvisa explicou que a revisão das regras foi desencadeada pela detecção, durante o monitoramento contínuo do mercado, de um potencial risco de danos hepáticos associado ao consumo de suplementos e medicamentos à base de cúrcuma.

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Em março, a agência já havia emitido um alerta de farmacovigilância para notificar os usuários desses produtos sobre os perigos potenciais.

Na ocasião, a Anvisa fez questão de ressaltar que os riscos de toxicidade não se aplicam ao uso culinário da cúrcuma no preparo de alimentos cotidianos. O alerta se concentrava exclusivamente em medicamentos e suplementos, onde as concentrações da substância são significativamente mais elevadas.

A decisão de emitir o alerta baseou-se em análises internacionais que apontaram casos suspeitos de intoxicação do fígado em indivíduos que consumiram produtos contendo cúrcuma ou seus derivados (curcuminoides).

“O problema está particularmente ligado a formulações e tecnologias que facilitam uma absorção da curcumina em níveis muito superiores aos do consumo habitual”, detalhou a Anvisa.

Principais atualizações nas normas

  • Obrigatoriedade de incluir a seguinte advertência nos rótulos dos suplementos: “Este produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doenças hepáticas, biliares ou com úlceras gástricas. Pessoas com enfermidades e/ou sob o uso de medicamentos, consulte seu médico.”
  • Os limites máximos de consumo de curcumina deverão ser calculados com base na soma dos seus três componentes primários (curcuminoides totais).
  • Inclusão dos tetraidrocurcuminoides na lista de ingredientes autorizados, com a ressalva de que este novo componente não poderá ser misturado ao extrato natural da planta no mesmo produto, a fim de prevenir uma dosagem excessiva da substância no organismo.
FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissiere - repórter da Agência Brasil
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