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Terça-feira, 21 de Abril 2026
Justiça

BC revela à PF que Banco Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa

Instituição do porte do Master deveria dispor de bilhões em títulos livres para negociação, valor que demonstra a liquidez de um banco, mas apresentava um montante irrisório.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
BC revela à PF que Banco Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa
© Lula Marques/ Agência Brasil
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Em depoimento à Polícia Federal (PF), Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central, informou que o Banco Master detinha meros R$ 4 milhões em caixa antes de sua liquidação, determinada pela autarquia em novembro do ano passado.

O depoimento de Aquino ocorreu em 30 de dezembro de 2025, perante a PF e membros da Procuradoria-Geral da República (PGR), como parte do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura as irregularidades financeiras na instituição.

Conforme o diretor do BC, o Master era classificado como um banco de médio porte, gerenciando aproximadamente R$ 80 bilhões em títulos de crédito. Aquino explicou que uma instituição desse perfil deveria possuir entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos desimpedidos para negociação, valor essencial para atestar sua liquidez. No entanto, o Banco Master dispunha de apenas R$ 4 milhões.

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Em suas palavras, Aquino enfatizou: "Para pontuar isso claramente, um banco de R$ 80 bilhões [em ativos] tem liquidez de R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões em títulos livres. O Master, antes da liquidação, tinha R$ 4 milhões em caixa".

Além disso, o diretor de Fiscalização do Banco Central mencionou dificuldades de liquidez enfrentadas pelo Will Bank, outra entidade financeira associada ao Master que igualmente foi submetida a processo de liquidação.

Ele relatou que o "pagamento estava com muita dificuldade" e que o acompanhamento se dava "por causa de crise de liquidez, se fechava ou não fechava o caixa".

As apurações relativas às fraudes no Banco Master estão em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

Em dezembro do ano anterior, o ministro determinou que o inquérito prosseguisse na própria Corte e não na Justiça Federal de Brasília. Essa decisão foi motivada pela menção de um deputado federal no decorrer das investigações, visto que parlamentares gozam de foro privilegiado no STF.

Em novembro de 2025, Daniel Vorcaro, banqueiro, e outros envolvidos foram alvo da Operação Compliance Zero. A ação, conduzida pela Polícia Federal, visava investigar a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, abrangendo também a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), uma entidade financeira pública vinculada ao governo do Distrito Federal.

Segundo as investigações em andamento, o valor total das fraudes pode alcançar a cifra de R$ 17 bilhões.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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