A ciência brasileira continua fora do centro das discussões na atual campanha eleitoral, conforme alertou a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Enquanto o cenário político e o caso Master dominam o país, desafios estratégicos urgentes ficam à margem do debate público.
Para a presidente da entidade, Francilene Garcia, o Brasil enfrenta uma falsa dicotomia. A sociedade é empurrada a escolher entre debater a integridade institucional ou planejar o desenvolvimento futuro, ignorando que ambos fazem parte de uma mesma agenda nacional.
Desafios estratégicos ignorados
Questões vitais como a transição energética, o envelhecimento populacional e o processamento de minerais críticos seguem esquecidas. A pesquisadora destaca que o país precisa se preparar para cenários adversos, incluindo riscos de novas crises sanitárias e impactos climáticos severos.
Historicamente, a pauta científica já ocupou mais espaço em momentos de crise, como durante a pandemia de covid-19 e os desastres ambientais recentes. Contudo, nas eleições atuais, o esvaziamento das propostas preocupa profundamente a comunidade acadêmica e científica.