A cinebiografia de Silvio Santos, estrelada por Rodrigo Faro, estreia nesta quinta-feira (12) e apresenta uma série de falhas que comprometem sua qualidade. Faro, que interpreta o protagonista, não consegue transmitir a essência de Silvio Santos, e a maquiagem usada para envelhecê-lo é mal executada, criando uma distração em vez de ajudar na imersão. Além disso, o filme comete o erro de não mencionar o SBT, o canal fundado por Silvio, enquanto faz referência à Globo, sua principal concorrente.
O longa-metragem tenta inovar ao entrelaçar a vida de Silvio com o episódio do sequestro que ocorreu em 2001, mas o resultado é uma narrativa arrastada e repetitiva. O filme usa a situação de refém de Silvio para narrar sua própria história desde seus primeiros dias como camelô até se tornar dono de uma emissora de TV, mas a escolha de atores não convence. Rodrigo Faro, com 20 anos a mais do que o Silvio da época retratada, e Vinicius Ricci, que interpreta Silvio mais jovem, não conseguem criar uma continuidade crível na narrativa.
A direção de Marcelo Antunez e o roteiro de Anderson Almeida e colaboradores falham em criar tensão e profundidade nas cenas de sequestro, resultando em uma reconstituição de baixa qualidade que não engaja. O filme também peca por não aprofundar os grandes momentos da vida de Silvio Santos, mencionando-os apenas superficialmente e sem o peso que a figura merece. A falta de referência ao SBT e a execução medíocre da trama deixam a sensação de que o filme não faz jus à importância do homenageado, que merece uma obra mais respeitosa e bem executada.