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Sábado, 25 de Abril 2026
Economia

Confiança do consumidor tem segunda elevação consecutiva, aponta FGV

Otimismo impulsionado pela percepção atual e estabilidade do mercado de trabalho.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Confiança do consumidor tem segunda elevação consecutiva, aponta FGV
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), registrou um acréscimo de 1 ponto percentual em abril, comparado ao mês anterior, alcançando 89,1 pontos. Este patamar iguala o pico observado em dezembro do ano passado.

Considerando a média móvel trimestral, o indicador apresentou uma elevação de 0,6 ponto, situando-se em 87,8 pontos. Os dados foram tornados públicos na sexta-feira (24), na capital fluminense.

Conforme análise da economista Anna Carolina Gouveia, do Ibre, a melhoria na percepção em relação à conjuntura econômica atual foi o fator primordial para este segundo avanço consecutivo na confiança dos consumidores.

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Ela destacou que a estabilidade da inflação e a solidez do mercado de trabalho foram elementos cruciais para o desempenho positivo registrado em abril.

“Considerando que a recuperação tem sido mais acentuada nas camadas de menor renda, é provável que a isenção do imposto de renda tenha proporcionado um desafogo momentâneo no orçamento dessas famílias. Este fator pode estar contribuindo para a melhoria da confiança nos últimos meses”, explicou a economista do Ibre à Agência Brasil.

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Os dois componentes que constituem o índice de confiança do consumidor demonstraram evolução positiva.

  • O Índice de Situação Atual (ISA), que espelha a percepção acerca do cenário econômico presente, progrediu 2,1 pontos, alcançando 85,3 pontos, indicando uma avaliação mais otimista dos consumidores sobre a economia vigente.
  • O Índice de Expectativas (IE), que capta as projeções dos consumidores para o futuro, teve um incremento de 0,2 ponto, chegando a 92,3 pontos em abril.

Anna Carolina ressaltou que a melhoria observada em abril foi predominantemente impulsionada pela avaliação do momento atual.

“Em abril, o indicador que mais contribuiu para a ascensão do ICC foi o da situação financeira presente das famílias, que registrou um aumento de 3,9 pontos. Este foi o elemento chave para o crescimento da confiança no período”, detalhou a especialista.

A segmentação do índice de confiança por faixa de renda revela que a melhora mais notável ocorreu entre os consumidores com rendimento mensal de até R$ 2,1 mil, que apresentaram o segundo aumento consecutivo, de 3,4 pontos. Em março, o avanço em relação ao mês anterior havia sido de 5,4 pontos.

Futuro

Anna Carolina Gouveia expressou que a projeção para os próximos meses é incerta, sobretudo devido aos possíveis efeitos de conflitos externos na inflação brasileira.

“Existe a expectativa de algum impacto inflacionário adiante, em decorrência da guerra, cuja duração e desdobramentos são imprevisíveis. Tal cenário pode levar a uma diminuição da confiança e ao incremento do pessimismo por parte dos consumidores, caso a inflação retome sua trajetória de alta.”

Adicionalmente à inflação, a economista apontou que o endividamento, que se encontra em patamares elevados, constitui uma preocupação central para o consumidor neste momento.

“Esta é uma problemática que não se soluciona rapidamente. No mês em questão, houve até uma melhora específica neste indicador de endividamento, possivelmente motivada por alguma iniciativa governamental já anunciada para auxiliar os consumidores. Isso poderá influenciar os resultados futuros.”

Conforme a economista, a implementação de políticas que aliviem o orçamento do consumidor pode resultar em maior tranquilidade e menor pessimismo, capacitando-o não apenas a quitar suas dívidas, mas também a retomar seus padrões de consumo habituais.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
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