O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reunirá na segunda-feira (05) para discutir a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. A convocação ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas após a operação norte-americana em território venezuelano.
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a ação dos Estados Unidos como um “precedente perigoso”. Segundo diplomatas ouvidos pela Reuters, a reunião foi solicitada pela Colômbia, com apoio de Rússia e China. O Conselho de Segurança, formado por 15 países, já havia se reunido em outubro e dezembro para tratar da escalada do conflito entre Washington e Caracas.
No sábado (03), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país assumirá temporariamente a administração da Venezuela “até que seja possível realizar uma transição segura, adequada e criteriosa”.
Em carta enviada ao Conselho de Segurança, o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, acusou os Estados Unidos de promover uma “guerra colonial” com o objetivo de impor um governo alinhado a interesses estrangeiros e explorar os recursos naturais do país, incluindo as reservas de petróleo.
Moncada afirmou ainda que a operação violou a Carta das Nações Unidas, que determina que os Estados-membros devem se abster do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
Em comunicado, o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, reforçou que a ação militar norte-americana representa um precedente preocupante. Segundo ele, o secretário-geral está “profundamente preocupado” com o desrespeito às normas do direito internacional.
Nos últimos meses, o governo Trump intensificou operações contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas próximas à costa venezuelana e no Pacífico da América Latina. Os Estados Unidos também ampliaram sua presença militar na região e anunciaram o bloqueio de navios sujeitos a sanções, incluindo a interceptação recente de petroleiros que transportavam petróleo venezuelano.
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