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Sábado, 02 de Maio 2026
Justiça

Defesa de Carla Zambelli recorre na Itália para impedir extradição

Tribunal italiano aceitou a extradição no mês passado, mas a decisão ainda pode ser contestada

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Defesa de Carla Zambelli recorre na Itália para impedir extradição
© Lula Marques/ Agência Brasil
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A equipe de advogados da ex-parlamentar federal Carla Zambelli anunciou nesta sexta-feira (10) ter apresentado um recurso à Corte de Cassação da Itália. O objetivo é reverter a decisão que permitiu a extradição dela para o Brasil.

No mês anterior, a Corte de Apelação italiana havia concordado com a extradição, porém a sentença ainda não era final, pois cabia a possibilidade de recurso.

Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, foram levantadas objeções a respeito de falhas procedimentais, as condições do sistema prisional brasileiro e críticas à conduta do ministro Alexandre de Moraes na condução do processo que resultou na condenação de Zambelli.

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“Desde o princípio, evidenciamos inconsistências no processo, tanto na falta de correspondência do crime de invasão cibernética com a legislação italiana quanto na maneira como o pedido de extradição foi formalizado”, declarou a defesa.

A Corte de Cassação representa a última instância judicial na Itália. A análise do caso tem potencial para se estender por até seis meses.

Caso a extradição seja confirmada pelo tribunal, a decisão final sobre o retorno de Zambelli ao Brasil caberá ao Ministério da Justiça da Itália.

Fuga para a Itália

Em julho do ano passado, Carla Zambelli foi detida em Roma, capital italiana, enquanto buscava evitar o cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Devido à sua dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil buscando refúgio político na Itália após ser sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de reclusão pela invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

Conforme as investigações, Zambelli foi a idealizadora da invasão com o propósito de emitir um mandado de prisão forjado contra Alexandre de Moraes. A investigação aponta que o ataque cibernético foi realizado por Walter Delgatti, que também foi condenado e admitiu ter executado a ação a pedido da ex-parlamentar.

Após sua saída para a Itália, o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição da ex-deputada para que ela responda no Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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