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Justiça

Gonet não identifica falta grave de Bolsonaro no caso da arma apreendida

Parecer da PGR, solicitado por Alexandre de Moraes, não vê falta grave de Bolsonaro em caso da arma e aguarda o fim da apuração.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Gonet não identifica falta grave de Bolsonaro no caso da arma apreendida
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou nesta quinta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer indicando que, até o momento, não vislumbra falta grave na conduta do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação à arma apreendida com um de seus seguranças. Este posicionamento foi emitido após solicitação do ministro Alexandre de Moraes para avaliar o impacto do caso na prisão domiciliar de Bolsonaro.

Na sua manifestação, Gonet ressaltou que a situação se encontra em estágio preliminar de apuração, o que o leva a não identificar, neste ponto da investigação, uma infração séria por parte do ex-presidente.

"O episódio noticiado, que se encontra em estágio inicial de esclarecimentos na instância própria, não indica, neste momento processual, a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido", declarou Gonet.

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O procurador-geral adicionou que sua análise final e mais abrangente sobre os fatos dependerá da conclusão da investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal.

A solicitação do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) partiu do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, na última quarta-feira (24).

O depoimento de Bolsonaro e a visão de Moraes

Anteriormente, na terça-feira (23), o ex-presidente Bolsonaro havia prestado depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal. Na ocasião, ele confirmou ser o proprietário do armamento e justificou a necessidade de possuí-lo, alegando que reside com a esposa, Michelle Bolsonaro, a enteada e a filha, e que não poderia permanecer desarmado.

"Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado", declarou o ex-presidente ao delegado responsável pelo caso.

Diante dessa justificativa, o ministro Moraes levantou a possibilidade de o ex-presidente ter cometido uma falta grave no cumprimento de sua prisão domiciliar. Ele citou a Lei de Execução Penal (LEP), que classifica como falta grave a posse indevida de "instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem".

Para Moraes, era fundamental que a PGR avaliasse se o caso da arma teria implicações na renovação da prisão domiciliar de Bolsonaro, que teria seu prazo de 90 dias expirado nesta quinta-feira (25).

O incidente que originou a investigação ocorreu na semana passada, quando um segurança de Bolsonaro foi abordado em uma blitz em Brasília, portando uma arma pertencente ao ex-presidente. O militar alegou que o armamento estava sendo transportado para conserto.

Ao ser informado sobre o ocorrido, o ministro Moraes exigiu explicações detalhadas sobre a solicitação do reparo do armamento, especialmente por ter sido feita "às vésperas do encerramento do período de 90 dias da domiciliar".

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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