Mais de 3 milhões de adolescentes com a vacinação contra a dengue pendente ainda precisam retornar aos postos de saúde para concluir o esquema de imunização no Brasil.
Como o imunizante é administrado em duas etapas, a proteção efetiva só é alcançada após a segunda aplicação, recomendada três meses depois da primeira.
As informações foram divulgadas por Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), durante evento da Sociedade Brasileira de Imunizações realizado no Rio de Janeiro.
Gatti pontuou que o país já aplicou mais de 11,8 milhões de doses, sendo 7,6 milhões referentes à primeira aplicação e 4,2 milhões à segunda.
Além disso, quase 4 milhões de doses repassadas aos municípios seguem estocadas sem aplicação. O PNI reforça que o período de altas temperaturas exige atenção redobrada.
O diretor destacou o desafio de imunizar o público jovem, que frequentemente não demonstra percepção de risco em relação à infecção.
Fornecimento e distribuição
Apesar de limitações produtivas da farmacêutica Takeda para atender toda a população, a entrega para o público prioritário está assegurada pelo governo.
O Brasil conta com contratos vigentes que garantem o recebimento de novas remessas nos próximos anos para manter a estratégia ativa nos municípios.
A vacina é voltada principalmente para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta maior probabilidade de quadros graves da enfermidade.