A influenciadora e advogada Deolane Bezerra participou de uma audiência de custódia nesta quinta-feira (21/5), após ser detida em Barueri sob suspeita de lavagem de dinheiro. A prisão preventiva ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que apura movimentações financeiras ligadas a uma organização criminosa.
Durante o depoimento realizado por videoconferência, a influenciadora negou possuir limitações físicas de mobilidade, mas ressaltou que enfrenta transtornos psicológicos. Ela informou ao magistrado que as prescrições médicas dos fármacos que utiliza já constam nos autos do processo para comprovar sua condição de saúde.
Apesar dos argumentos apresentados pela defesa, a Justiça paulista decidiu manter a custódia da advogada. O pedido de habeas corpus foi indeferido logo após a operação que resultou em sua detenção em um condomínio de luxo na Grande São Paulo, mantendo o regime de reclusão.
Questionamentos sobre a legalidade da prisão
Ao ser questionada sobre seu estado clínico atual, Deolane reiterou: “Possuo algumas questões de ordem psicológica, e não de locomoção. Toda a documentação e os medicamentos necessários já foram devidamente apresentados à Justiça”.
A investigada também justificou a origem dos valores que motivaram a ação policial, alegando que os montantes são referentes a honorários advocatícios. Segundo ela, as transações ocorreram entre 2019 e 2020, época em que prestava serviços jurídicos a um dos alvos citados no inquérito policial.
Deolane enfatizou que sua prisão ocorreu no pleno exercício da profissão. “Fui detida por receber R$ 24 mil de um cliente que eu efetivamente representei, conforme o próprio relatório policial admite. Estão criminalizando o meu trabalho como advogada”, concluiu a influenciadora.