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Domingo, 26 de Abril 2026
Educação

Encontro escoteiro mobiliza mais de 4 mil participantes no Rio

O evento faz parte das comemorações da Semana Escoteira e do Dia Mundial do Escotismo, celebrado recentemente.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Encontro escoteiro mobiliza mais de 4 mil participantes no Rio
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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O Aterro do Flamengo foi palco, neste domingo (26), do Grande Jogo Regional 2026, o principal evento do calendário escoteiro do estado do Rio de Janeiro, que congregou 4.372 membros da União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ), incluindo crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Esta reunião massiva se insere nas festividades da Semana Escoteira e do Dia Mundial do Escotismo, cuja data oficial foi no último dia 23.

Em declaração à Agência Brasil, Edinilson Régis, diretor-presidente da Regional Rio de Janeiro da UEB, destacou que o Aterro do Flamengo tem sido o local tradicional para esta atividade desde os anos 1980.

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"Convocamos escoteiros de todas as regiões do estado, representando diversas unidades e abrangendo faixas etárias que vão dos 5 aos 22 anos. Todos eles seguem o método educacional escoteiro, que enfatiza o trabalho colaborativo, a cooperação e o desenvolvimento da liderança juvenil", afirmou Régis.

Régis detalhou que, ao longo do evento, são propostas atividades pedagógicas e de socialização. Nelas, os participantes, tanto crianças quanto jovens, percorrem um itinerário que lhes permite aplicar conhecimentos e adquirir novas habilidades, com dinâmicas que estimulam a criatividade e abordam tópicos desafiadores, como técnicas de primeiros socorros.

Com início previsto para as 9h, as atividades se estenderiam até as 15h, momento em que os escoteiros se reagrupariam para a divulgação dos resultados de suas participações.

Integração e desenvolvimento

Ellisiane Pereira, administradora de 47 anos, mãe de Carlos Henrique, de 12 anos, membro do Grupo Escoteiro Copacabana há três anos, ressaltou a relevância da participação do filho no movimento.

"Ele encontrou um ambiente de acolhimento, e nossa família também foi bem recebida. Sua evolução pessoal é notável; todos percebem as habilidades que ele desenvolveu. As competências essenciais para um cidadão engajado estão sendo adquiridas aqui no grupo. Sentimo-nos como uma grande família", expressou Ellisiane.

Gabriel Handl, de 33 anos, também integrante do Grupo Escoteiro Copacabana, atua como educador no Movimento Escoteiro há uma década. Ele defende que o trabalho escoteiro contribui significativamente para a formação de cidadãos mais preparados para a sociedade.

"As práticas que desenvolvemos no escotismo transcendem a mera vida ao ar livre e os acampamentos. Elas visam, sobretudo, moldar indivíduos íntegros para o mundo", pontuou Handl.

Bernardo Tavares de Sá, de 17 anos, com sete anos de experiência no escotismo pelo Grupo Escoteiro Marechal Castelo Branco, relatou ter construído inúmeras amizades através do movimento.

"Pude amadurecer, desenvolver um forte senso de liderança e evoluir como indivíduo. Sem dúvida, o movimento escoteiro foi um dos maiores pilares na minha trajetória", afirmou Bernardo.

O escotismo como pedagogia complementar

Edinilson Régis, diretor-presidente da UEB-RJ, esclareceu que o escotismo é reconhecido como uma modalidade de educação não formal e complementar, que harmoniza a prática de atividades, a interação com o meio ambiente e a experiência de grupo.

A metodologia pedagógica centraliza-se no princípio do "aprender fazendo", capacitando crianças e jovens a serem os principais atores de seu crescimento e promotores de mudanças positivas em suas respectivas comunidades.

"Cultivamos diversos princípios, sendo a preservação ambiental, sem dúvida, um dos mais importantes. Desde os primórdios do escotismo, já abordávamos a temática da conservação", enfatizou Régis.

Os membros do movimento escoteiro desenvolvem tanto a cidadania quanto a aptidão física, aprendendo a reconhecer seus limites e a planejar metas de vida, sempre de acordo com suas respectivas faixas etárias.

"Nos ramos Lobinho e Filhote, voltados para os mais novos, o trabalho é intensamente lúdico, com a presença de chefes, personagens e narrativas. À medida que crescem, eles são introduzidos a realidades mais complexas", explicou.

No ramo escoteiro, os jovens iniciam a prática de acampamentos e atividades ao ar livre. "As crianças ganham a chance de preparar suas próprias refeições e de organizar seus pertences, desenvolvendo uma independência crescente para a vida. Aprendem também o respeito ao próximo, um dos pilares fundamentais da nossa organização", acrescentou.

A promessa escoteira consiste em empenhar-se ao máximo para honrar os deveres para com Deus (englobando todas as crenças), servir à pátria, auxiliar o próximo em todas as circunstâncias e aderir à Lei Escoteira. Esta lei é composta por dez artigos que estabelecem valores universais como lealdade, altruísmo, pureza, bondade para com seres vivos e amizade.

Fundado em 1907 pelo britânico Robert Baden-Powell, o Movimento Escoteiro expandiu-se e hoje está ativo em mais de 170 nações. Baden-Powell, um oficial do exército britânico nascido em Londres em 22 de fevereiro de 1857, concebeu a iniciativa entre 1907 e 1908, na Inglaterra, com o propósito de educar a juventude por meio de princípios como fraternidade, lealdade e reverência à natureza. No Brasil, a União dos Escoteiros foi estabelecida em 4 de novembro de 1924.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra - repórter da Agência Brasil
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