O influenciador Raphael Sousa, responsável pelo perfil Choquei, rompeu o silêncio ao prestar depoimento oficial à Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15/4), na capital goiana. O administrador da página figura entre os alvos da Operação Narco Fluxo, uma ação que investiga uma complexa rede de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A notícia causou grande impacto no universo das celebridades e das redes sociais, uma vez que o esquema sob apuração teria movimentado a impressionante cifra de R$ 1,6 bilhão nos últimos dois anos.
Durante o interrogatório, Raphael revelou aos investigadores que o faturamento mensal da página digital gira em torno de R$ 400 mil, um valor que chamou a atenção pela sua magnitude. O perfil principal da Choquei atualmente conta com mais de 27 milhões de seguidores, número que se soma a uma rede de contas secundárias e perfis pessoais que ampliam significativamente o alcance de suas publicações. Essa informação financeira, divulgada pela CNN Brasil, evidencia a expressiva rentabilidade da plataforma, atraindo a curiosidade de quem acompanha o caso.
A Polícia Federal agora busca verificar a compatibilidade entre os rendimentos declarados por Raphael e seu padrão de vida, cruzando as informações com dados da Receita Federal. O objetivo primordial da investigação é determinar se o vasto alcance da página foi, de alguma forma, empregado para ocultar recursos financeiros ou para conferir legalidade a valores de origem suspeita. Essa análise será crucial para definir se o sucesso do perfil teve alguma ligação com o esquema bilionário sob investigação.
Além de Raphael, a operação também incluiu outras figuras proeminentes da cultura popular urbana, como os funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, cujos nomes foram associados ao mesmo inquérito policial. A investigação prossegue em ritmo acelerado para desvendar toda a hierarquia da organização criminosa e o papel exato de cada influenciador nesse intrincado tabuleiro financeiro que chocou o país. O caso reforça o alerta das autoridades sobre a necessidade de fiscalização rigorosa em plataformas digitais e o monitoramento constante de transações que envolvem grandes movimentações bancárias.