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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
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Filho de Simone Mendes realiza tratamento para crescimento: especialista detalha indicações

A cantora revelou que seu filho Henry, de 11 anos, fruto da união com Kaká Diniz, começou uma terapia para estimular o desenvolvimento e já mostra avanços significativos nos primeiros meses.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Filho de Simone Mendes realiza tratamento para crescimento: especialista detalha indicações
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A notícia de que Henry, filho primogênito de 11 anos da cantora Simone Mendes, está em tratamento para estimular o crescimento gerou diversas dúvidas entre pais nas redes sociais sobre a real necessidade desse tipo de intervenção médica. Em resposta à curiosidade pública, o portal LeoDias buscou a opinião da endocrinologista pediátrica Amanda Soeiro, que esclareceu as circunstâncias em que o tratamento é recomendado, o processo de investigação clínica e os elementos que determinam a estatura final de crianças e jovens.

Recentemente, a própria artista informou que Henry, fruto de seu casamento com o empresário Kaká Diniz, iniciou um programa de acompanhamento focado no crescimento e já demonstrou progressos notáveis nos meses iniciais. De acordo com a cantora, o garoto teve um aumento de aproximadamente 4 centímetros em apenas seis meses de terapia.

Apesar de o caso ter capturado a atenção do público, a médica ressalta que a terapia para o desenvolvimento de estatura não é prescrita unicamente por motivos estéticos ou pela simples vontade de ganhar alguns centímetros.

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“A intervenção é recomendada quando há uma condição clínica subjacente que afeta o desenvolvimento, como a deficiência do hormônio do crescimento, a síndrome de Turner, casos de crianças que nasceram com baixo peso para a idade gestacional e não apresentaram recuperação de estatura, ou certas enfermidades crônicas. Antes de qualquer prescrição, é fundamental realizar uma análise detalhada da curva de crescimento, do histórico familiar e de exames complementares”, explicou a doutora.

Sinais de alerta para a investigação do crescimento

Conforme a endocrinologista pediátrica, certos indícios podem sugerir que o desenvolvimento da criança está aquém do esperado, exigindo a observação atenta de pais e profissionais da pediatria.

“Os indicadores cruciais de preocupação incluem uma diminuição na velocidade de crescimento, uma alteração na colocação da criança dentro da curva de desenvolvimento e uma estatura consideravelmente inferior à projeção baseada na altura dos pais. A título de exemplo, uma criança de 5 anos deve crescer aproximadamente entre 5 a 7 centímetros anualmente; um desenvolvimento inferior a essa média requer uma investigação aprofundada”, detalhou a especialista.

A influência genética constitui outro aspecto relevante. Segundo a médica, a estatura dos genitores é frequentemente um dos critérios primordiais empregados pelos profissionais para avaliar o potencial de desenvolvimento de uma criança.

“Certamente. A genética exerce uma influência significativa na estatura definitiva, respondendo por cerca de 80%. Na avaliação clínica, empregamos o cálculo da altura-alvo familiar, derivado da estatura dos pais, para estimar a faixa de altura esperada. Contudo, elementos hormonais, nutricionais e a presença de enfermidades podem igualmente impactar o processo de crescimento”, afirmou a médica.

Procedimentos da investigação médica

Com o intuito de identificar qualquer elemento que possa estar prejudicando o crescimento, os profissionais de saúde solicitam uma bateria de exames que auxiliam na avaliação do desenvolvimento ósseo e hormonal da criança.

“A análise abrange exames como radiografia para determinação da idade óssea, testes hormonais, medição de IGF-1, verificação da função tireoidiana e pesquisa de condições crônicas, além de testes de estímulo hormonal. A seleção dos exames específicos é guiada pelo histórico clínico e pela avaliação do médico”, explicou a doutora.

A idade óssea, conforme destacado pela especialista, representa um instrumento fundamental nesse processo investigativo.

“A idade óssea consiste na avaliação do amadurecimento dos ossos, realizada por meio de uma radiografia da mão e do punho. Essa análise é crucial para determinar o potencial de crescimento remanescente e apoiar a tomada de decisões acerca dos tratamentos”, detalhou Soeiro.

Adicionalmente, os profissionais são capazes de projetar a estatura aproximada que a criança alcançará na fase adulta.

“Essa projeção é elaborada a partir da altura dos pais, da curva de crescimento individual da criança e da idade óssea. Tais informações são valiosas para antecipar o potencial de desenvolvimento estatural tanto na infância quanto na adolescência”, esclareceu a especialista.

Momento ideal para iniciar o tratamento

A endocrinologista enfatiza que a identificação precoce da condição geralmente se traduz em melhores desfechos.

“Quanto antes a origem da deficiência no crescimento for detectada e diagnosticada, mais promissores tendem a ser os resultados. É imperativo que o tratamento seja iniciado antes da fusão das cartilagens de crescimento, processo que se completa no término da puberdade”, pontuou.

Mesmo após o começo da puberdade, ainda há a possibilidade de obter vantagens em certas situações.

“Sim, crianças que já ingressaram na puberdade podem se beneficiar da terapia. No entanto, à medida que a puberdade progride, as cartilagens de crescimento iniciam seu processo de fechamento, e o potencial de aumento de estatura diminui consideravelmente, com uma desaceleração significativa por volta dos 15 anos de idade óssea para meninas e 16 anos de idade óssea para meninos”, explicou a médica.

Opções de tratamento

A especialista esclarece que a modalidade de tratamento é determinada pela causa da baixa estatura, identificada durante a avaliação clínica.

“A terapia é condicionada pela origem da baixa estatura e pode envolver correção nutricional, manejo de patologias concomitantes ou regulação hormonal. O hormônio do crescimento é prescrito em contextos particulares, como deficiência do próprio hormônio, síndrome de Turner, crianças que nasceram com peso inferior ao esperado para a idade gestacional e não apresentaram recuperação do crescimento, e em certas doenças crônicas ou síndromes genéticas. A recomendação sempre deve ser precedida por uma avaliação especializada”, salientou.

Quando recomendado, o tratamento com o hormônio do crescimento demanda acompanhamento médico constante e a administração periódica da medicação.

“A aplicação do hormônio do crescimento é feita por meio de injeções subcutâneas, usualmente diárias. Atualmente, há também formulações para aplicação semanal, indicadas em situações específicas. O curso do tratamento geralmente se estende por vários anos e requer monitoramento contínuo para verificar a velocidade de crescimento e realizar exames laboratoriais”, explicou a endocrinologista.

Alcance e limitações da terapia

Apesar das expectativas elevadas que muitas famílias depositam no tratamento, a endocrinologista enfatiza que o propósito fundamental é possibilitar que a criança atinja o potencial de crescimento predeterminado por sua herança genética.

“O intuito da terapia é que a criança consiga atingir seu potencial genético de estatura, e não superá-lo. O incremento na altura varia de acordo com a origem da baixa estatura e a idade de início do tratamento”, esclareceu.

De acordo com a profissional, quando prescrito de forma adequada e monitorado por especialistas, o tratamento é considerado seguro.

“Se corretamente indicado e supervisionado por um endocrinologista pediátrico, o tratamento é tido como seguro. Efeitos adversos são raros, mas podem surgir, o que torna o acompanhamento médico indispensável”, alertou a especialista.

Hábitos saudáveis para o desenvolvimento

Para além da supervisão médica, certas rotinas diárias desempenham um papel crucial no desenvolvimento infanto-juvenil.

“Uma dieta balanceada, um sono de qualidade, a prática constante de atividades físicas e o acompanhamento pediátrico são elementos essenciais. Vale ressaltar que o hormônio do crescimento é predominantemente liberado durante as fases de sono profundo”, explicou a doutora.

Finalmente, a especialista adverte sobre equívocos frequentes que ainda permeiam o tema do crescimento infantil.

“É um erro comum supor que basta aguardar o ‘estirão’ da puberdade para que a criança se desenvolva, mesmo quando já exibe indícios de um crescimento inferior ao esperado. Outra crença equivocada é a de que toda baixa estatura é meramente uma herança familiar, quando, na realidade, diversas condições médicas podem impactar o crescimento e demandam investigação. Por essa razão, monitorar a curva de crescimento é vital para detectar precocemente eventuais anomalias”, concluiu a especialista.

FONTE/CRÉDITOS: Karol Gomes
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