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Saúde

Fiocruz aponta queda na incidência de VSR em crianças pequenas no Brasil

Apesar da redução nacional, cinco estados do sul e centro-oeste permanecem em alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Fiocruz aponta queda na incidência de VSR em crianças pequenas no Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou nesta quinta-feira (16) que a incidência de casos do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente causador de bronquiolite em crianças de até dois anos, registrou uma queda significativa na maioria das regiões do Brasil. No entanto, a situação ainda exige atenção, especialmente em estados do Sul e Centro-Oeste, onde a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mantém níveis de alerta.

A análise laboratorial por faixa etária, detalhada no Boletim InfoGripe, aponta que a diminuição das hospitalizações por VSR é o principal fator para a redução dos casos de SRAG entre crianças de até quatro anos. Contudo, a vigilância permanece crucial, pois a incidência do vírus ainda se manifesta em patamares elevados em algumas localidades.

Cinco unidades federativas – Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – continuam com a incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, apresentando inclusive um sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

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Em outras faixas etárias, a dinâmica é distinta: a redução das internações entre jovens, adultos e idosos é atribuída principalmente à menor circulação do vírus influenza A. Já para crianças entre 5 e 14 anos, a queda nos casos graves está associada à diminuição das infecções por rinovírus.

Diante deste cenário, o InfoGripe reitera a importância de manter rigorosas medidas de higiene respiratória. Recomenda-se lavar as mãos frequentemente, cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou um lenço descartável ao tossir ou espirrar. Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o isolamento é fundamental; se não for possível, o uso de máscara é aconselhado, além de manter a vacinação em dia.

Impacto por faixa etária e mortalidade

O estudo da Fiocruz evidencia que a incidência e a mortalidade semanal médias, observadas nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm um padrão de maior impacto nas extremidades das faixas etárias. Enquanto a incidência de SRAG é mais acentuada em crianças com até dois anos, a taxa de mortalidade se mostra superior na população com 65 anos ou mais.

Essa disparidade é notável: a SRAG em crianças pequenas está predominantemente ligada ao VSR, enquanto a maior mortalidade entre idosos tem como principal vetor o vírus influenza A, para o qual existe uma vacina acessível através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Panorama epidemiológico atual

Até o ano de 2026, foram notificados 115.203 casos de SRAG. Desses, 60.200 (equivalente a 52,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 39.743 (34,5%) foram negativos e, pelo menos, 8.218 (7,1%) ainda aguardam o resultado dos exames.

Entre os casos positivos registrados no período, a distribuição viral foi a seguinte: 20,8% de influenza A, 4,5% de influenza B, 40,2% de vírus sincicial respiratório (VSR), 30,2% de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
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