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Quinta-feira, 09 de Julho 2026
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Saúde

Fiocruz observa declínio da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil

O boletim InfoGripe, contudo, aponta crescimento dos casos graves de Influenza B no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, além de alerta em nove capitais.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Fiocruz observa declínio da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de seu boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (9), revelou uma tendência nacional de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). No entanto, o cenário epidemiológico permanece complexo, com nove capitais ainda registrando aumento da doença e a Influenza B apresentando crescimento de casos graves em estados como Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, exigindo atenção contínua das autoridades de saúde.

Apesar da tendência de declínio geral, a Influenza B demonstra persistente crescimento em estados da Região Centro-Sul, com destaque para o Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A incidência da SRAG, por sua vez, mantém-se mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a taxa de mortalidade continua concentrada na população idosa.

Em contrapartida, estados como Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já indicam uma interrupção no avanço da SRAG ou o início de uma curva de queda, sinalizando uma melhora localizada na situação epidemiológica.

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Capitais em alerta e crescimento da SRAG

Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais brasileiras foram classificadas em níveis de alerta, risco ou alto risco para a atividade de SRAG nas últimas duas semanas. Essas localidades também exibem um sinal de crescimento na tendência de longo prazo. As capitais sob essa condição são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.

Adicionalmente, outras 11 capitais também apresentam incidência de SRAG em patamares de alerta, risco ou alto risco. Contudo, a diferença é que não demonstram crescimento sustentado nas últimas seis semanas. Entre elas estão Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís.

Impacto por faixa etária em capitais específicas

A análise da Fiocruz detalha que o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre atinge predominantemente crianças com menos de 2 ou 4 anos. Em Rio Branco, o crescimento é notado na faixa etária de 2 a 14 anos, abrangendo crianças e adolescentes. Além disso, Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também enfrentam um aumento de casos entre os idosos.

Recomendações e medidas preventivas

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, enfatiza que, apesar da redução geral no país, a circulação de vírus respiratórios permanece intensa em diversas regiões. Ela aconselha a população dos grupos prioritários a manter a vacinação contra a influenza atualizada, uma vez que a imunização é crucial para reduzir o risco de hospitalizações e óbitos.

Portella também orienta que indivíduos com sintomas respiratórios evitem o contato com pessoas mais vulneráveis – como idosos, crianças pequenas e imunocomprometidos – e utilizem máscara para conter a disseminação dos vírus.

Panorama viral e dados de notificação

Nos últimos quatro ciclos epidemiológicos, a análise laboratorial dos casos positivos para vírus respiratórios revelou que o vírus sincicial respiratório (VSR) foi responsável por 55,9% das ocorrências, seguido pelo rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e Sars-CoV-2 (2,2%), o agente etiológico da covid-19.

No mesmo período, a distribuição dos óbitos indicou que a Influenza A foi a causa primária em 33,1% dos casos, com o rinovírus em segundo lugar (26,3%), VSR (21,7%), Influenza B (15,4%) e covid-19 (6,9%).

Desde o início do ano, o Brasil contabilizou 109.347 notificações de SRAG. Deste total, 56.530 (51,7%) foram confirmados laboratorialmente para algum vírus respiratório, 37.770 (34,5%) resultaram negativos, e 8.195 (7,5%) ainda aguardam resultados de exames.

Tendências por idade e principais agentes

O levantamento nacional aponta que os casos de SRAG estão em declínio ou estabilização nas faixas etárias de 2 a 49 anos e entre idosos acima de 65 anos. Contudo, um leve aumento foi registrado na população de 50 a 64 anos, enquanto a situação entre crianças menores de 2 anos mostra estabilização.

A Fiocruz reitera que a incidência semanal da síndrome é consistentemente mais alta entre crianças pequenas, majoritariamente impulsionada pelo vírus sincicial respiratório. A mortalidade, por sua vez, afeta mais severamente os idosos, com a Influenza A sendo a principal causa. Os casos de SRAG relacionados à covid-19 mantêm-se em patamares reduzidos em todas as faixas etárias.

FONTE/CRÉDITOS: Anna Karina de Carvalho - Repórter da Agência Brasil
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