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Quinta-feira, 09 de Julho 2026
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Justiça

Ministério Público pede R$ 120 milhões em indenização contra Virgínia Fonseca e plataforma Blaze

Ação civil pública alega divulgação abusiva de site de apostas e exploração da vulnerabilidade de usuários.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Ministério Público pede R$ 120 milhões em indenização contra Virgínia Fonseca e plataforma Blaze
© Antônio Cruz/ Agência Brasil
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entrou com uma ação civil pública nesta quarta-feira (8), exigindo uma indenização de R$ 120 milhões de forma solidária da influenciadora Virgínia Fonseca e da plataforma de apostas Blaze. A medida visa reparar danos morais coletivos decorrentes da divulgação considerada abusiva do site de apostas.

Segundo o MPDFT, Virgínia Fonseca e a Blaze teriam orquestrado uma estratégia para explorar a vulnerabilidade de apostadores. O promotor de justiça Paulo Binicheski, responsável pelo caso, destacou que a influenciadora poderia ter recebido cerca de 30% sobre as perdas de apostadores que foram atraídos por ela, citando um jogo da Copa do Mundo entre Argentina e Cabo Verde como exemplo.

Em 3 de julho de 2026, durante o evento esportivo, a influenciadora, que possuía 56,7 milhões de seguidores no Instagram na época, divulgou conteúdo sobre a plataforma em seus Stories sem a devida sinalização de publicidade, conforme argumentado na ação.

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A investigação do MPDFT incluiu a infiltração de servidores na plataforma Blaze para monitorar o sistema de apostas. Os resultados indicaram o uso de e-mails promocionais com promessas de vantagens, além de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma na Promotoria de Defesa do Consumidor.

O promotor avalia que as ações de Virgínia Fonseca e da Blaze ultrapassam a mera publicidade irregular. Ele ressalta que a promoção de apostas por influenciadores, aliada à falsa ideia de ganhos fáceis e à minimização dos riscos, pode incentivar o comportamento compulsivo e levar a perdas financeiras significativas para os consumidores.

Posicionamento das partes

A defesa de Virgínia Fonseca informou que tomou conhecimento da ação judicial pela imprensa e que as alegações serão devidamente respondidas no decorrer do processo. O advogado Sanderson Mafra refutou as acusações de prejuízo aos consumidores e de atuação predatória, argumentando que a responsabilização civil deve basear-se em provas concretas e não em presunções sobre a condição de figura pública da influenciadora.

A plataforma Blaze, por sua vez, declarou que suas operações estão em conformidade com a legislação vigente para apostas online e que prestará os esclarecimentos necessários após ser formalmente notificada sobre a ação civil. A empresa afirmou que suas práticas e parcerias seguem as melhores práticas de mercado, com foco na segurança dos usuários e no jogo responsável.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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