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Quarta-feira, 08 de Julho 2026
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Justiça

A Justiça Federal mantém a prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo

O político, alvo da Operação Unha e Carne, teve a detenção preventiva confirmada após audiência de custódia, com a descoberta de um fuzil em seu veículo.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
A Justiça Federal mantém a prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo
© Polícia Federal RJ/Divulgação
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O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, teve sua prisão preventiva mantida pela Justiça Federal nesta quarta-feira (8), um dia após ser detido pela Polícia Federal. Ele passou por audiência de custódia e foi imediatamente transferido para o Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro, em decorrência da 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma complexa rede criminosa. Sua detenção inicial se deu após a descoberta de um fuzil em seu veículo.

A transferência de Canella ocorreu para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, popularmente conhecida como Bangu 8. O político, que anteriormente ocupou o cargo de prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, havia deixado a prefeitura com o objetivo de disputar uma vaga ao Senado pelo partido União Brasil.

A prisão de Canella foi efetuada em sua residência, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. A ação foi desencadeada após agentes federais localizarem, no interior do veículo do investigado, um fuzil, classificado como arma de guerra e de uso restrito.

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Durante as buscas na propriedade do político, foram apreendidas outras armas, diversas munições e uma coleção de relógios de luxo, reforçando as evidências contra ele.

Além de Canella, o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Amim, também foi alvo de um mandado de busca e apreensão. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Operação Unha e Carne tem como principal objetivo desmantelar uma organização criminosa. Este grupo é suspeito de empregar uma extensa rede de postos de combustíveis na região do Grande Rio para realizar a lavagem de dinheiro, com a suposta participação de agentes públicos.

Relatório do Coaf

De acordo com o Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à Polícia Federal, o esquema orquestrado pelo grupo criminoso teria movimentado uma quantia superior a R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos.

Em nota oficial, a Polícia Federal esclareceu que, além das acusações de organização criminosa, os envolvidos podem ser responsabilizados por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. Outros delitos podem ser identificados à medida que as investigações avançarem.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
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