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Terça-feira, 05 de Maio 2026
Justiça

Flávio Dino levanta dúvidas sobre combate conjunto a fraudes por CVM e BC

O ministro, sem mencionar o Banco Master, questiona como o Estado e o setor financeiro podem prevenir futuros incidentes de grande magnitude.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Flávio Dino levanta dúvidas sobre combate conjunto a fraudes por CVM e BC
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, expressou nesta segunda-feira (4) questionamentos sobre a colaboração entre o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na fiscalização de fundos de investimento utilizados para lavagem de dinheiro.

Dino é o responsável por uma ação que aborda a atuação da CVM e conduziu uma audiência pública sobre o tema, que chegou ao Supremo após uma iniciativa do partido Novo. A sigla contesta a legalidade da taxa de fiscalização cobrada pelo órgão regulador.

Sem fazer referência direta às irregularidades envolvendo o Banco Master, o ministro indagou sobre os mecanismos que o Estado brasileiro e o mercado financeiro possuem para impedir que novos "acidentes de tão graves proporções" se repitam.

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"Por que esse sistema falhou em casos de fundos usados para ocultar recursos do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou do Comando Vermelho (CV)?", questionou.

Durante a audiência, o secretário-executivo do Banco Central, Rogério Antônio Lucca, assegurou que as entidades mantêm um acordo de cooperação que viabiliza a coordenação entre o sistema financeiro e o mercado de capitais. Segundo Lucca, os órgãos realizam quatro encontros a cada trimestre.

"Independentemente do acordo de cooperação, é responsabilidade legal de ambos que, dentro de suas atribuições, ao identificar qualquer irregularidade que seja competência de outro órgão, seja a CVM, a Polícia Federal ou o Coaf, tanto o Banco Central quanto a CVM têm o dever legal de comunicar o outro órgão. Essa obrigação é independente de qualquer convênio", explicou.

"Ninguém percebeu"?

O ministro Flávio Dino, sem mencionar o caso Master, declarou que fraudes bancárias são detectáveis e comparou a situação a um "elefante pintado de azul desfilando na Esplanada".

"Fico impressionado, não é novidade. Atuo em Brasília em cargos públicos desde 1999. Jamais vi tantos elefantes pintados de azul desfilando na Esplanada. Tantas coisas absurdas. Minha pergunta como agente público é: ninguém viu? Como é que ninguém viu? O elefante é grande, está pintado de azul e está desfilando na frente de todos", disse.

FGC

O ministro também alertou que as falhas na fiscalização do mercado financeiro prejudicam os consumidores. Ele mencionou o uso de recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para compensar vítimas de fraudes.

"O FGC, ao desembolsar R$ 40 bilhões ou R$ 50 bilhões, no fim das contas, alguém terá que arcar com esse custo", ponderou.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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