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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Economia

Governo estuda mudanças no Programa Move Brasil para atrair bancos privados

Adesão abaixo do esperado motiva Ministério da Fazenda a rever regras de financiamento e integração de dados com plataformas para motoristas de aplicativo.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Governo estuda mudanças no Programa Move Brasil para atrair bancos privados
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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O Ministério da Fazenda avalia reformular o Programa Move Brasil para amplificar a participação de instituições financeiras privadas na oferta de financiamentos a motoristas de aplicativo e taxistas. A informação foi confirmada pelo ministro Dario Durigan nesta quarta-feira (19), em Brasília, após reunião sobre crédito com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada.

Segundo a avaliação da equipe econômica, o programa tem registrado adesão abaixo das estimativas iniciais. Atualmente, a concessão de crédito tem se concentrado nos bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Para despertar o apetite das instituições privadas, o governo estuda aprimorar a integração tecnológica com as plataformas de transporte. Essa medida visa facilitar o compartilhamento de informações sobre a renda comprovada dos trabalhadores.

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Foco na ampliação do crédito

"Existem alterações que podem ser feitas, não só do ponto de vista legal do programa, mas na integração com as plataformas para receber informação sobre a renda das pessoas", explicou Durigan. O ministro ressaltou que o volume transacionado até agora é relevante, apesar do desempenho tímido dos bancos particulares.

Em vigor desde 27 de julho, a iniciativa permite financiar veículos novos de até R$ 150 mil, além de carros seminovos, motos e bicicletas com juros reduzidos para a categoria.

Análise de tarifas e reciprocidade econômica

Durante o encontro no Alvorada, o governo também revisou o desempenho de outras linhas de financiamento, incluindo o Programa Desenrola e o crédito voltado para caminhões, ônibus e motocicletas.

A pauta internacional esteve em discussão, especialmente a resposta brasileira às recentes tarifas de 37,5% impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais.

Durigan esclareceu que o acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/2025) não inviabiliza as negociações diplomáticas com Washington. O dispositivo legal prevê consultas públicas e análise de impacto antes de qualquer aplicação de barreiras comerciais.

"A disposição por negociação é completa do nosso lado", frisou o ministro. Ele ressaltou que o governo estuda estender o regime de drawback no âmbito do programa Brasil Soberano para mitigar os prejuízos aos exportadores.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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