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Quarta-feira, 28 de Outubro 2026

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Saúde

Guia de médicos combate a recusa de mamografia digital por operadoras

Entidades lançam manual para orientar profissionais sobre o preenchimento correto de pedidos e evitar negativas indevidas.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Guia de médicos combate a recusa de mamografia digital por operadoras
© José Cruz/Agência Brasil
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Entidades médicas uniram forças nesta semana para lançar um guia prático voltado a evitar que pedidos de mamografia digital sofram negativas ou interpretações errôneas por parte das operadoras de planos de saúde.

O material tem o selo do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

A iniciativa busca garantir amplo acesso ao exame preventivo.

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Desde o dia 1º de outubro, as operadoras de saúde são obrigadas a cobrir o procedimento sem restrições de idade ou gênero, desde que haja prescrição médica.

Apesar da regra, entidades receberam queixas de que falhas na redação dos pedidos vinham sendo usadas para barrar o exame ou autorizar a versão convencional.

Um pedido claro reduz falhas na liberação.

Isso impede que o modelo digital seja trocado de forma equivocada pela mamografia convencional, segundo o CBR.

Novas orientações para os médicos

O documento sugere que os profissionais escrevam explicitamente o termo “mamografia digital” nas solicitações, evitando apenas a palavra genérica.

Além disso, é fundamental detalhar a finalidade clínica.

Isso abrange desde o rastreamento até a investigação de alterações ou o controle de tratamentos em andamento.

A regra vale também para clínicas e redes de atendimento.

Esses locais precisam adaptar sistemas e formulários internos.

Contexto da mudança na ANS

Antes da determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a cobertura obrigatória da modalidade digital ficava restrita a mulheres entre 40 e 69 anos.

Com a nova diretriz, barreiras de idade ou gênero caíram.

Especialistas reforçam as vantagens da tecnologia.

As imagens digitais facilitam o armazenamento e o monitoramento clínico a longo prazo, permitindo análises mais precisas por diferentes profissionais.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
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