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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
Economia

Inflação oficial de agosto cai 0,32% com bônus de Itaipu e alimentos

Deflação registrada pelo IBGE é o menor índice para o período em quatro anos, impulsionada pelo recuo expressivo na conta de energia e nos transportes.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Inflação oficial de agosto cai 0,32% com bônus de Itaipu e alimentos
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A inflação oficial de agosto registrou uma queda de 0,32%, o menor índice para o mês em quatro anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado negativo foi impulsionado principalmente pelo Bônus de Itaipu na conta de luz, além da redução nos preços dos alimentos e dos transportes.

Com o recuo expressivo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,22% nos últimos 12 meses. O valor representa uma desaceleração em relação a julho (4,44%) e consolida o menor patamar do indicador desde março de 2026, quando atingiu 4,14%.

O resultado do mês passado veio melhor do que o esperado pelos analistas do mercado financeiro. De acordo com a última edição do Boletim Focus do Banco Central, a projeção era de uma variação de -0,23%. Para o encerramento de 2026, a expectativa do mercado segue fixada em 5%.

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Atualmente, a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Dessa forma, o teto permitido varia entre 1,5% e 4,5% ao longo do período de avaliação contínua de 12 meses.

Setores em queda e bônus na energia

Dos nove setores analisados pelo IBGE, quatro registraram deflação. O destaque ficou com o grupo de habitação, que teve recuo de 1,87%, marcando a queda mais intensa para o segmento desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Confira a variação de cada grupo no IPCA do mês:

  • Habitação: -1,87% (impacto de -0,29 p.p.);
  • Transportes: -0,86% (-0,17 p.p.);
  • Alimentação e bebidas: -0,34% (-0,07 p.p.);
  • Comunicação: -0,09% (0,00 p.p.);
  • Vestuário: 0,12% (0,00 p.p.);
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,23% (0,03 p.p.);
  • Educação: 0,47% (0,03 p.p.);
  • Artigos de residência: 0,64% (0,02 p.p.);
  • Despesas pessoais: 1,30% (0,13 p.p.).

A retração em habitação decorre da aplicação do Bônus de Itaipu, crédito proveniente do saldo positivo da hidrelétrica estatal que gerou uma redução média de 7,63% nas contas de energia elétrica.

Alimentos em baixa contínua

O grupo de alimentação e bebidas apresentou a terceira queda mensal consecutiva, puxado pela oferta de itens básicos da mesa do brasileiro. Os alimentos representam a maior fatia da cesta de consumo analisada pelo IBGE, com peso de 21,5%.

Entre os produtos que apresentaram as maiores reduções de preço no período, destacam-se:

  • Batata-inglesa: -19,89%;
  • Cenoura: -11,22%;
  • Cebola: -11,07%;
  • Tomate: -10,94%;
  • Ovo de galinha: -4,15%;
  • Café moído: -1,86%.

Como o IPCA é calculado

O IPCA mede a variação do custo de vida para famílias que recebem entre um e 40 salários mínimos. O cálculo monitora 377 subitens em dez regiões metropolitanas do país, além de Brasília e mais cinco capitais estaduais.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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