A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quinta-feira (27), o influenciador Gustavo Henrique Ramos Silva, de 20 anos, conhecido nas redes sociais como Meno Kabrinha. O jovem possui 4,8 milhões de seguidores e ficou famoso por publicar vídeos empinando motos, acelerando sem capacete e exibindo manobras arriscadas ao volante de veículos de alto padrão. As informações são do Portal Metrópoles.
A prisão ocorreu durante uma operação na zona leste da capital, após a polícia identificar um grupo de motociclistas que vinha aterrorizando moradores do bairro do Tatuapé. O grupo organizava “rolês” irregulares aos domingos, utilizando motos sem placa, sem capacete e, em alguns casos, veículos roubados. Segundo apuração da coluna, Kabrinha integrava o grupo, que reunia dezenas de motociclistas.
A ação da polícia terminou com a apreensão de cerca de 50 motos e diversos veículos de luxo, entre eles um Porsche, utilizado por integrantes do mesmo círculo social do influenciador. Todos os veículos foram encaminhados para perícia e identificação. Outro influenciador, Lima Marques, também foi preso durante a operação.
A ascensão de Kabrinha
Kabrinha ganhou notoriedade ainda na adolescência, o que originou seu apelido. Seus vídeos viralizaram ao mostrar manobras de alto risco, empinadas em uma só roda e deslocamentos em alta velocidade pelas ruas da cidade. Nas redes sociais, também ostentava carros importados, relógios e rotinas consideradas de ostentação.
Parte desse universo aproximou o influenciador de outros nomes do meio, incluindo Buzeira, alvo central da Operação Narco Bet, da Polícia Federal.
A ação e o impacto
A prisão ocorreu sem resistência. Policiais detiveram o influenciador e outros integrantes do grupo no momento da abordagem. A Delegacia investiga agora a origem das motos roubadas e se veículos adquiridos por membros do grupo têm ligação com esquemas criminosos revelados por operações federais.
Investigadores consideram a prisão de Kabrinha um “elo periférico” entre influenciadores de ostentação e estruturas maiores do crime organizado financeiro, dada sua proximidade com outros nomes já investigados.
O influenciador deve responder por direção perigosa, associação criminosa, receptação e possíveis conexões com crimes patrimoniais relacionados aos comboios que participava.
Leia mais:
- Vigilante é morto a tiros em assalto no primeiro dia de trabalho em laboratório
- Trio que planejava grande assalto morre durante conflito com a polícia
- Veja quem era ‘japinha do crime’ morta em megaoperação no Rio