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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026

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Saúde

Inteligência artificial do SUS e Einstein auxilia no diagnóstico de pele

Nova tecnologia combina imagens e dados sociodemográficos para apoiar médicos da rede pública com precisão.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Inteligência artificial do SUS e Einstein auxilia no diagnóstico de pele
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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Uma colaboração inédita entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita resultou na criação de uma ferramenta de inteligência artificial voltada para auxiliar médicos da rede pública na triagem de enfermidades dermatológicas.

Batizado de CUTIS-AI, o projeto analisa fotografias de lesões associadas a informações clínicas e sociodemográficas, adaptando-se diretamente ao contexto da população brasileira.

O sistema é capaz de reconhecer condições complexas como hanseníase, leishmaniose cutânea, esporotricose, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea e picadas de aranha marrom.

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Atualmente em fase de testes, o aplicativo foi desenhado após consultas com equipes da atenção básica e funciona inclusive offline, alcançando uma taxa de acerto próxima de 80%.

Os desenvolvedores ressaltam que a tecnologia atua estritamente como suporte diagnóstico, sem a intenção de substituir o julgamento clínico humano.

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

Até o momento, a fase de pesquisa já avaliou aproximadamente 1,4 mil voluntários, acumulando mais de 4 mil registros fotográficos de lesões.

Essa variedade de perfis e fototipos é fundamental para treinar o algoritmo de forma eficiente, garantindo maior assertividade para a realidade nacional.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial”, ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchni - Repórter da Agência Brasil
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