Autoridades fluminenses identificaram o suposto articulador do estupro coletivo que repercutiu nacionalmente, ocorrido em um prédio residencial em Copacabana. Segundo a Polícia Civil, um adolescente é o principal suspeito de ter organizado a ação criminosa.
O delegado Angelo Lages, titular da 12ª DP, afirmou que o jovem possuía um vínculo com a vítima e teria atraído a adolescente para o local. Diante das evidências de que ele coordenou os ataques — incluindo uma segunda denúncia registrada posteriormente —, a polícia solicitou medidas de busca e apreensão contra o menor.
Devido à idade do suspeito, a conduta é processada como ato infracional, sob a jurisdição da Vara da Infância e da Juventude. Embora a polícia tenha solicitado a custódia do adolescente, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) manifestou parecer contrário à sua internação provisória.
Acesso a dados telefônicos
As apurações continuam e a equipe de investigação pretende obter autorização judicial para acessar dados telemáticos e telefônicos dos envolvidos. A medida é necessária porque os acusados se recusaram a fornecer as senhas de seus dispositivos móveis ao prestarem depoimento às autoridades.
Existe ainda a possibilidade de estender o monitoramento de dados para outros inquéritos, visto que o mesmo grupo é alvo de queixas registradas por pelo menos mais duas mulheres em episódios distintos.
Detalhes da ocorrência
O episódio violento aconteceu na noite de 31 de janeiro, em uma residência na Rua Ministro Viveiros de Castro. O caso só se tornou público após o encerramento das investigações pela 12ª DP, resultando no indiciamento de quatro indivíduos.
O inquérito detalha que a vítima, de 17 anos, aceitou um convite de um colega de escola — com quem já teve um relacionamento anterior — para visitar o apartamento de um conhecido. Inicialmente, foi solicitado que ela levasse uma acompanhante, mas ela acabou comparecendo desacompanhada ao local.
Relatos indicam que, ainda no elevador, o rapaz mencionou a presença de outros amigos e propôs atividades não consensuais, o que foi prontamente rejeitado pela jovem. Ao entrar no imóvel, ela foi conduzida a um dormitório, onde outros quatro homens apareceram em seguida.
Sob pressão, a adolescente permitiu a permanência do grupo sob a condição de que não houvesse contato físico. Contudo, conforme o depoimento, os suspeitos iniciaram carícias forçadas e atos sexuais sem permissão, além de praticarem violência física contra a vítima.
A jovem tentou fugir do quarto, mas foi contida pelos agressores. Após conseguir sair do edifício, ela enviou uma mensagem de voz ao irmão expressando o trauma sofrido. O caso foi relatado à sua avó e registrado na delegacia, seguindo agora os trâmites jurídicos necessários.
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Este conteúdo sobre a identificação do mentor do crime em Copacabana foi publicado originalmente no portal Bacci Noticias.