Aguarde, carregando...

Domingo, 10 de Maio 2026
Direitos Humanos

Mais duas Casas da Mulher Brasileira serão inauguradas em março

Unidades oferecerão um conjunto de serviços para mulheres em situação de violência.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Mais duas Casas da Mulher Brasileira serão inauguradas em março
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, anunciou nesta quarta-feira (25) a abertura de duas novas unidades da Casa da Mulher Brasileira. A primeira unidade será inaugurada em Macapá no dia 6 de março, seguida por outra em Aracaju no dia 27 do mesmo mês.

Estes centros concentram uma variedade de serviços essenciais para mulheres que sofreram violência, incluindo acomodações temporárias, apoio psicológico e social, um espaço dedicado ao acolhimento infantil, além da presença de representantes da Defensoria Pública, Ministério Público, Delegacia Especializada e da Patrulha Maria da Penha.

"O serviço se tornará uma referência não apenas para a capital, mas para toda a região e o estado. A Casa demonstrará o método de trabalho necessário para a prevenção, orientação, encaminhamento e atendimento às mulheres", explicou a ministra durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Publicidade

Leia Também:

Atualmente, o Brasil conta com 11 Casas da Mulher Brasileira em operação. A expectativa é expandir para mais seis unidades até o final do ano. Desde 2023, foram estabelecidos 19 serviços especializados para o atendimento de mulheres em situação de violência, incluindo 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira.

Apenas em 2025, foram destinados R$ 47 milhões para as Casas da Mulher Brasileira. Desde 2023, o investimento totaliza R$ 373 milhões.

Além das capitais, o ministério pretende disponibilizar serviços públicos regionalizados e formar consórcios para atender municípios menores, em colaboração com os governos estaduais e municipais.

Cuidado

Em março, o governo federal também implementará uma lavanderia comunitária em Mossoró (RN), visando aliviar a carga de trabalho doméstico sobre as mulheres.

Adicionalmente, outras 20 "cuidotecas" devem iniciar suas atividades até o final deste ano, conforme a previsão da ministra.

Esses espaços foram criados para auxiliar indivíduos responsáveis por crianças que necessitam de acompanhamento enquanto eles estudam, buscam qualificação profissional ou trabalham. As cuidotecas oferecem atividades recreativas, lúdicas e cuidados básicos.

Proteção das mulheres

Em relação à eficácia das medidas protetivas para mulheres em situação de violência, a ministra apontou deficiências no monitoramento e a necessidade de agilizar e padronizar os procedimentos, uma vez que o tempo para concessão dessas medidas varia drasticamente entre os estados, podendo levar de quatro horas a dez dias.

Márcia Lopes defende a criação de um Sistema Nacional de Política para as Mulheres.

"Precisamos ter passos bem definidos, prazos estabelecidos, e a garantia de que cada órgão: seja do sistema de segurança, do Judiciário em sua totalidade, do Legislativo na apresentação e aprovação de leis sem engavetá-las. E cada estado também deve possuir um plano estadual de política para as mulheres", afirmou.

Márcia Lopes destacou a adesão de 19 estados ao Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio, oficializado em agosto de 2023.

A ministra também mencionou o desenvolvimento do Painel de Monitoramento de dados para subsidiar políticas públicas e o aumento no número de atendentes do Ligue 180. Atualmente, a central conta com 350 profissionais e realiza aproximadamente 3 mil atendimentos diários.

"Ao receber uma denúncia, as atendentes identificam a origem das mulheres e, em seguida, entram em contato com as delegacias, a Patrulha Maria da Penha e o Ministério Público".

A ministra ressalta a importância de denunciar casos de feminicídio, afirmando: "Estamos partindo do princípio de que, quando uma mulher é assassinada, isso seja classificado como feminicídio."

Participação política

A ministra defende a ocupação feminina de metade das posições em todas as esferas de poder. Ela apela para que as mulheres não votem em candidatos com acusações de agressão nas próximas eleições, em outubro de 2026.

"Nós, mulheres, temos o poder de eleger uma nova geração de homens e mulheres totalmente comprometidos com a igualdade de gênero."

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR