🛒 Preço da cesta básica recua, mas ainda pesa no bolso do trabalhador
O preço da cesta básica em Campo Grande apresentou leve queda no último mês, mas permanece entre as mais caras do país, ocupando a 6ª posição nacional, segundo levantamento divulgado nesta semana pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Atualmente, o valor da cesta básica na capital sul-mato-grossense é de R$ 736,35, o que representa uma redução de -1,56% em comparação ao mês anterior, mas ainda exige um esforço significativo do trabalhador de baixa renda.
📉 Mesmo com a diminuição, um trabalhador que ganha um salário mínimo (R$ 1.412,00) precisa destinar cerca de 52% da renda líquida mensal apenas para cobrir os itens alimentares essenciais.
📆 Isso representa mais de 14 dias úteis de trabalho
De acordo com o Dieese, considerando uma jornada de 220 horas mensais, o trabalhador precisa de 114 horas e 38 minutos para adquirir a cesta básica completa em Campo Grande — o que equivale a 14,3 dias de trabalho.
🧾 Os produtos considerados essenciais na cesta básica incluem:
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Arroz
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Feijão
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Carne
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Leite
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Pão francês
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Óleo de soja
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Açúcar
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Café
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Manteiga
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Tomate
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Farinha
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Banana
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Legumes
“É um cenário preocupante. O custo da alimentação continua alto e afeta diretamente o poder de compra da população mais vulnerável”, comenta Ana Paula Moraes, economista e pesquisadora do Dieese.
🗺️ Como Campo Grande se posiciona no ranking nacional?
Mesmo com o recuo nos preços, Campo Grande continua acima da média nacional. Veja como a cidade se compara a outras capitais brasileiras:
💰 Capitais com cestas básicas mais caras:
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São Paulo – R$ 782,23
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Florianópolis – R$ 769,41
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Porto Alegre – R$ 761,22
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Rio de Janeiro – R$ 754,93
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Vitória – R$ 747,18
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Campo Grande – R$ 736,35
Capitais como Recife, João Pessoa e Aracaju apresentam os menores valores da cesta básica, todas abaixo de R$ 600.
📊 Alimentação consome maior parte da renda dos brasileiros
Segundo dados complementares da Pnad Contínua, a alimentação representa o maior gasto entre os brasileiros de baixa renda. Com os preços dos alimentos ainda pressionados por fatores como clima, logística e cadeia de produção, a cesta básica torna-se um termômetro direto do impacto da inflação na mesa do brasileiro.
Além disso, especialistas alertam que o cenário só deve melhorar de forma significativa se houver:
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Estabilidade climática para produção agrícola
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Redução no custo do frete
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Políticas públicas de incentivo à produção e distribuição de alimentos
📌 Conclusão: queda tímida, realidade dura
Embora a queda no preço da cesta básica em Campo Grande seja um alívio pontual, a cidade ainda figura entre as capitais com custo alimentar mais elevado — realidade que pressiona fortemente os trabalhadores de baixa renda.
O dado mais alarmante continua sendo o mesmo: trabalhar metade do mês apenas para se alimentar, deixando pouco espaço no orçamento para moradia, transporte, saúde e educação.
⚠️ A cesta básica pode ter ficado “menos cara”, mas ainda está longe de ser acessível para todos.