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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
Economia

MTur: crédito especial para microempreendedoras vítimas de violência

Medida visa proteger e apoiar financeiramente mulheres empreendedoras do turismo em situação de violência doméstica ou de gênero.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
MTur: crédito especial para microempreendedoras vítimas de violência
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério do Turismo (MTur) anunciou nesta quinta-feira (4) a implementação de um crédito especial para microempreendedoras do setor turístico que são vítimas de violência doméstica ou de gênero. Essas empresárias terão a possibilidade de solicitar a suspensão temporária dos pagamentos de financiamentos obtidos via Fundo Geral de Turismo (Fungetur), além da ampliação dos prazos de carência.

A reformulação das normas do Fungetur, um fundo essencial para o suporte financeiro e o desenvolvimento de políticas públicas no setor, foi apresentada pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

A pasta ressalta que o objetivo primordial dessas condições diferenciadas de crédito é oferecer um mecanismo de proteção e assistência econômica às mulheres empreendedoras que enfrentam situações de violência.

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“Esta iniciativa permitirá que as mulheres em momentos de grande dificuldade contem com uma carência estendida em seus financiamentos do Fungetur, garantindo a estabilidade necessária para preservar seus negócios antes de retomar os pagamentos”, declarou Feliciano durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, realizado em João Pessoa (PB).

As alterações nas regras operacionais do Fungetur incluem a opção de suspender os pagamentos por até seis meses. Adicionalmente, o prazo de amortização para investimentos em capital fixo pode ser estendido de 240 para 246 meses, com a carência passando de 60 para 66 meses.

Para o financiamento de bens, a amortização agora pode chegar a 126 meses e a carência a 54 meses. Em operações de capital de giro isolado, o limite de amortização foi ampliado para 126 meses, e a carência para 30 meses, ante os 24 meses anteriores.

É importante destacar que as novas diretrizes se aplicam tanto a novos financiamentos quanto a contratos já em fase de amortização. Para acessar esses benefícios, a solicitante deverá comprovar ser alvo de violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial, conforme previsto na Lei Maria da Penha.

A comprovação exige a apresentação de documentos oficiais, como medidas protetivas, decisões judiciais ou boletins de ocorrência.

Impacto e salvaguarda econômica

O ministro do Turismo considera a medida um importante mecanismo de salvaguarda para o mercado de trabalho, especialmente feminino.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que o Brasil registra anualmente mais de um milhão de atendimentos relacionados à violência de gênero.

Com mais de 10 milhões de mulheres liderando negócios no país, o Ministério do Turismo projeta que os casos de violência podem agravar significativamente a vulnerabilidade econômica dessas empreendedoras. Isso impacta diretamente a gestão de seus negócios, a geração de renda, a manutenção de empregos e a sustentabilidade dos empreendimentos turísticos.

Diante desse cenário, a pasta espera com a iniciativa “ampliar as condições de acesso e permanência das mulheres nas linhas de financiamento do Fungetur, reduzir os impactos econômicos da violência de gênero sobre os negócios e fortalecer a autonomia financeira feminina”.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues* - Repórter da Agência Brasil 
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