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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Justiça

STF: Dino e Moraes defendem rever a dispensa do diploma de jornalista

Ministros da Primeira Turma citam riscos à liberdade de imprensa e defendem a regulamentação profissional durante julgamento envolvendo a TV Globo.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
STF: Dino e Moraes defendem rever a dispensa do diploma de jornalista
© Victor Piemonte/STF
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Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam nesta terça-feira (18) a reavaliação da decisão que extinguiu a obrigatoriedade do diploma de jornalista. A manifestação ocorreu durante uma sessão da Primeira Turma da Corte, motivada pelo julgamento de um caso de direito de resposta contra a TV Globo.

Durante a análise do processo, Dino ponderou que a desregulamentação da profissão gera complexidades na aplicação das garantias constitucionais. O ministro alertou que a extensão irrestrita de direitos de imprensa a qualquer produtor de conteúdo pode abrir margem para que organizações criminosas utilizem blogs para proteger seus próprios interesses.

Na mesma linha, Alexandre de Moraes destacou a necessidade de regulamentar a atividade profissional no país. Segundo o magistrado, a liberdade de imprensa não pode servir de escudo para que indivíduos utilizem redes sociais com a finalidade de cometer crimes contra a honra ou disseminar desinformação deliberadamente.

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A controvérsia remonta ao ano de 2009, quando o plenário do STF declarou inconstitucional a exigência do diploma de ensino superior e do registro profissional. Por maioria de votos, os magistrados entenderam que o Decreto-Lei 972/1969 não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988.

Críticas e quebra de sigilo de fonte

A discussão ganha tração em meio a controvérsias envolvendo a recente autorização dada por Moraes para a quebra de sigilo contra o blogueiro maranhense Luís Pablo. A medida provocou reações imediatas da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

As entidades expressaram apreensão quanto à identificação da fonte do repórter, responsável por divulgar denúncias sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino. Em sua defesa, Moraes argumentou que as informações foram obtidas por meio do monitoramento ilegal da rotina do ministro e de seus familiares.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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