O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar temporariamente a prisão domiciliar em Brasília para realizar um atendimento odontológico. A medida atende a um pedido da defesa e será executada em data e local mantidos sob estrito sigilo por razões de segurança.
Para viabilizar a ida ao dentista, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) atuará em conjunto com os advogados do ex-mandatário na organização de todo o esquema de deslocamento. O magistrado estipulou expressamente que qualquer vazamento de dados sobre o trajeto ou o horário da consulta resultará no cancelamento imediato da logística.
Pedido da defesa e local do atendimento
Na petição enviada ao STF, os advogados solicitaram que a consulta ocorra com a dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, nora do ex-presidente e esposa do senador Flávio Bolsonaro. Por sua vez, a PMDF sugeriu que a intervenção clínica ocorra no centro médico da própria corporação. A decisão interlocutória não especificou se a profissional indicada pela família poderá realizar o serviço.
Restrições e estado de saúde
Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre regras severas que proíbem o recebimento de visitas não autorizadas e a realização de postagens em redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros. A restrição foi reforçada depois que seu filho Flávio publicou na internet uma carta manuscrita por ele.
O ex-presidente recupera-se de um quadro de pneumonia bacteriana enquanto cumpre a pena de 27 anos e três meses de reclusão, referente ao processo da trama golpista. A transferência para a prisão domiciliar foi concedida após ele passar por uma cirurgia, ficando qualquer visita sujeira ao aval prévio do relator da execução penal.