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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
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Economia

OIT aprova marco global para trabalho decente em plataformas digitais

A iniciativa estabelece as primeiras diretrizes mínimas internacionais visando a proteção de prestadores de serviço em aplicativos.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
OIT aprova marco global para trabalho decente em plataformas digitais
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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Nesta sexta-feira (12), em um momento histórico durante a Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, Suíça, os estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovaram um acordo fundamental. Este marco visa promover o trabalho decente para milhões de profissionais que atuam nas plataformas digitais, estabelecendo um conjunto inédito de regras mínimas globais.

A nova Convenção Internacional Sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas representa um esforço da OIT para criar diretrizes protetivas. O objetivo é salvaguardar os prestadores de serviço contratados por meio de aplicativos digitais, que conectam clientes a trabalhadores autônomos em todo o mundo.

Definições e diretrizes essenciais

O texto aprovado estabelece definições claras para “plataformas digitais de trabalho” e “trabalhadores de aplicativos”. Além disso, ele traça diretrizes essenciais para assegurar os direitos desses profissionais, aplicáveis a todas as empresas que operam nos países que ratificarem a convenção.

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O acordo reconhece que, embora a modalidade gere oportunidades significativas de emprego e renda, ela também apresenta desafios socioeconômicos complexos. Estes desafios exigem uma abordagem coordenada em nível mundial para serem efetivamente enfrentados.

Direitos fundamentais e condições de trabalho

Entre as exigências, os signatários deverão respeitar e promover a liberdade de associação e sindicalização, bem como o direito à negociação coletiva. As condições de trabalho seguro e saudável são prioritárias, com foco na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

Adicionalmente, o acordo garante que todo profissional receba, no mínimo, o equivalente a um salário mínimo local. Importante ressaltar que gorjetas ou comissões não serão consideradas para o cálculo desse valor base.

Combate a práticas abusivas e compensação

Os estados-membros que ratificarem o documento se comprometem a erradicar formas de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão da Economia de Plataformas, assim como toda forma de discriminação ocupacional.

Também deverão ser implementados mecanismos para contestação de decisões e a obrigatoriedade de compensação aos trabalhadores por eventuais gastos relacionados à prestação do serviço ofertado.

A OIT classificou o momento como “histórico”, destacando que a aprovação ocorreu pouco antes do encerramento da Conferência Internacional do Trabalho. A organização enfatizou a relevância do texto para o cenário global.

“Esta primeira norma internacional do trabalho sobre a economia de plataformas representa um passo importante para abordar um segmento do mundo do trabalho em rápida evolução”, afirmou a OIT em comunicado oficial.

O texto final ressalta a necessidade de normas específicas para o setor. Diante das particularidades da prestação de serviços intermediada por plataformas, a adoção de regulamentações complementares a outras normas internacionais é vista como crucial para concretizar o trabalho decente no segmento.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
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