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Segunda-feira, 27 de Julho 2026
Economia

Dívida pública brasileira é menor que a de grandes economias, diz Durigan

A Fazenda defende o equilíbrio fiscal para conter a pressão dos juros altos, atrair investidores e mitigar impactos de incertezas internacionais.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Dívida pública brasileira é menor que a de grandes economias, diz Durigan
© Lula Marques/Agência Brasil.
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta segunda-feira (27), em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, que a dívida pública brasileira permanece em patamar elevado, porém sob controle e proporcionalmente inferior à de diversas potências globais. Segundo ele, o equilíbrio orçamentário é fundamental para assegurar a estabilidade do país.

Durante a entrevista, o representante da pasta explicou que não existem regras internacionais rígidas estipuladas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ou outras entidades para limitar o endividamento, visto que a realidade fiscal varia conforme as especificidades de cada nação.

Apesar de o indicador nacional ser mais favorável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) quando comparado ao de países desenvolvidos, Durigan ponderou que a conjuntura atual exige cautela. O endividamento bruto do Brasil oscila hoje entre 80% e 81% do PIB, enquanto outros países ultrapassam os 200%.

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“Quando você olha para os Estados Unidos, para os países da Europa, para a China, para o Japão, o endividamento é muito maior que o nosso”, ressaltou o ministro, reiterando que os índices brasileiros permanecem sob gestão controlada.

Projeções conservadoras do Tesouro Nacional indicam que o endividamento público deve manter trajetória de alta até 2030, momento em que começará a recuar proporcionalmente ao PIB.

Juros altos e sustentabilidade fiscal

O principal obstáculo para interromper a expansão do débito estatal reside nos juros cobrados para financiar a própria dívida. Como o país não registra déficit primário atualmente, o pagamento dessas taxas se tornou a principal força de pressão sobre as contas públicas.

O ministro enfatizou que a redução desse custo depende do fortalecimento da credibilidade econômica. Demonstrar que o Estado possui uma trajetória financeira sustentável no longo prazo transmite tranquilidade para investidores nacionais e estrangeiros.

Incertezas no cenário internacional

A consolidação fiscal ganha ainda mais relevância perante a instabilidade geopolítica global, marcada por conflitos armados e incertezas no exterior. A prioridade governamental é adotar medidas pragmáticas para proteger a população sem comprometer a saúde financeira do país.

De acordo com Durigan, a busca pelo equilíbrio fiscal visa garantir o desenvolvimento sustentável, ampliar os investimentos públicos e melhorar a qualidade de vida da população, posicionando o Brasil como um porto seguro diante da instabilidade mundial.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
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