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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
Economia

Prévia da inflação de março atinge 0,44%, impulsionada por alta nos alimentos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 acumula 3,9% em 12 meses, mantendo-se dentro da meta governamental de até 4,5% anuais, conforme dados do IBGE.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Prévia da inflação de março atinge 0,44%, impulsionada por alta nos alimentos
© Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
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A inflação oficial preliminar de março registrou um avanço de 0,44%, principalmente devido à elevação nos preços dos alimentos. Este índice representa uma desaceleração significativa quando comparado aos 0,84% observados em fevereiro.

O resultado de março também se posiciona abaixo do patamar de 0,64% aferido no mesmo mês de 2023. Ao longo dos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumulou uma elevação de 3,9%, permanecendo dentro do limite estabelecido pelo governo, que tolera um máximo de 4,5% anuais.

As informações foram tornadas públicas nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Variações por grupos de preços

Todos os nove grupos de preços monitorados pelo IBGE registraram aumento entre fevereiro e março. O segmento de alimentos e bebidas se sobressaiu, com uma alta média de 0,88% em seus preços, contribuindo com 0,19 ponto percentual (p.p.) para o IPCA-15.

Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 p.p.)

Habitação: 0,24% (0,04 p.p.)

Artigos de residência: 0,37% (0,01 p.p.)

Vestuário: 0,47% (0,02 p.p.)

Transportes: 0,21% (0,04 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,36% (0,05 p.p.)

Despesas pessoais: 0,82% (0,09 p.p.)

Educação: 0,05% (0,00 p.p.)

Comunicação: 0,03% (0,00 p.p.)

Análise do segmento de alimentos

No âmbito do grupo de alimentação e bebidas, os produtos consumidos em casa, classificados como alimentação no domicílio, registraram um encarecimento de 1,10%. Em fevereiro, a contribuição desse subgrupo havia sido de 0,09 p.p.

Diversos itens impulsionaram essa elevação, incluindo o açaí (29,95%), o feijão-carioca (19,69%), o ovo de galinha (7,54%), o leite longa vida (4,46%) e as carnes (1,45%). O IBGE ressalta que, na ponderação da inflação mensal, as carnes influenciaram em 0,04 p.p., enquanto o leite contribuiu com 0,03 p.p.

Em virtude de seus acréscimos percentuais de dois dígitos, tanto o feijão quanto o açaí foram responsáveis por uma contribuição individual de 0,02 p.p. para o índice de março.

Por sua vez, a alimentação consumida fora de casa apresentou um aumento de 0,35% em março, uma desaceleração em relação à expansão de 0,46% registrada em fevereiro.

Outras pressões e deflações

Entre os 377 subitens (produtos e serviços) analisados pelo IBGE, o maior impacto individual de alta no IPCA-15 veio das passagens aéreas, que registraram um aumento de 5,94% no mês, com uma influência de 0,05 p.p.

A prévia de março indicou uma deflação média de 0,03% nos combustíveis, significando uma redução geral nos preços. O IBGE detalhou as seguintes variações: gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). Em contraste, o óleo diesel exibiu uma elevação de 3,77%.

Impacto da instabilidade global nos combustíveis

Os valores dos combustíveis, em particular os derivados de petróleo como diesel, gás e gasolina, foram alvo de monitoramento rigoroso em março por parte de autoridades, especialistas do setor e consumidores. A atenção se deve aos conflitos no Irã, que geram perturbações na cadeia global de fornecimento de petróleo.

No Brasil, a Petrobras chegou a comunicar um reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel. Em resposta à escalada de preços, o governo implementou ações para mitigar o impacto, como a isenção das alíquotas de PIS e Cofins, impostos federais que incidem sobre o combustível.

O diesel, combustível essencial para ônibus, caminhões e tratores, é o derivado mais suscetível às pressões do cenário internacional. Uma das razões para isso é a dependência do Brasil, que importa cerca de 30% do óleo que consome.

Diferenças entre IPCA-15 e IPCA

O IPCA-15 compartilha essencialmente a mesma metodologia do IPCA, reconhecido como o índice de inflação oficial e que orienta a política de metas inflacionárias do governo: 3% no acumulado de 12 meses, com uma margem de tolerância de 1,5 p.p. para cima ou para baixo.

As distinções entre os dois índices residem principalmente no período de coleta de preços e na sua abrangência geográfica. No caso da prévia, a pesquisa é realizada e os dados são divulgados antes do término do mês de referência. Para a apuração atual, o levantamento ocorreu entre 13 de fevereiro e 17 de março.

Ambos os indicadores consideram uma cesta de produtos e serviços voltada para famílias com rendimentos que variam de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o valor do salário mínimo está fixado em R$ 1.621.

O IPCA-15 abrange a coleta de preços em 11 regiões brasileiras (as áreas metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, juntamente com Brasília e Goiânia). Já o IPCA completo estende-se a 16 localidades, incorporando Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. A divulgação do IPCA integral de março está agendada para 10 de abril.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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