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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026

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Direitos Humanos

Programa Antes que Aconteça premia projetos de combate à violência de gênero

Iniciativa reconheceu nesta quarta-feira (4) ações de impacto social voltadas à proteção e conscientização de mulheres em diversas regiões do país.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Programa Antes que Aconteça premia projetos de combate à violência de gênero
© Valter Campanato/Agência Brasil
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O Programa Antes que Aconteça premiou, na última quarta-feira (4), diversas iniciativas focadas na prevenção da violência de gênero em todo o Brasil. O evento, realizado em Brasília, destacou projetos que promovem a conscientização e o suporte a mulheres em contextos de vulnerabilidade, com o apoio do Ministério das Mulheres.

Entre as homenageadas está Cleocimara Reis Gomes, coordenadora do projeto Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro. Ela atua no noroeste do Amazonas, percorrendo comunidades remotas para levar informações sobre direitos básicos. A iniciativa busca desconstruir a ideia de que agressões físicas, psicológicas ou patrimoniais fazem parte da cultura local.

Financiamento e impacto social

As práticas premiadas em oito categorias distintas receberam aportes financeiros que variam de R$ 50 mil a R$ 200 mil. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, acompanhou a entrega das distinções, reforçando a importância de fortalecer a rede de proteção em áreas distantes dos grandes centros urbanos.

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Cleocimara ressalta que a invisibilidade das denúncias é um desafio constante, agravado pela distância geográfica entre as comunidades. O projeto trabalha para que mulheres indígenas reconheçam abusos e busquem auxílio, além de articular o engajamento de homens aliados na causa.

Acolhimento em comunidades tradicionais

Outro destaque foi a Associação de Pescadores e Marisqueiras de São Félix (BA), premiada na categoria Justiça que acolhe mulheres. Liderada por Cátia Chagas, a entidade oferece suporte psicológico e médico a cerca de 600 mulheres, muitas delas mães solo que dependem da pesca no Rio Paraguaçu.

O reconhecimento também alcançou o projeto Dandara, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A iniciativa foca no atendimento a cerca de 500 mulheres quilombolas. Segundo Ana Beatriz Bernardes Nunes, da comunidade Maria Conga, o trabalho é vital, pois essas mulheres enfrentam não apenas a violência doméstica, mas também ameaças territoriais ligadas à preservação da biodiversidade.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
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