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Quarta-feira, 03 de Junho 2026
Política

Projeto de lei busca impedir que assassinos herdem de parentes

Câmara dos Deputados avalia proposta que amplia inelegibilidade para herança em casos de crimes dolosos contra familiares.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Projeto de lei busca impedir que assassinos herdem de parentes
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, o PL 23/26, tem como objetivo principal vedar que herdeiros condenados por homicídio recebam bens de outros membros da família, mesmo que de forma indireta. A proposta visa fechar lacunas legais que permitiriam, por exemplo, que um indivíduo que cometeu o assassinato de seus pais pudesse, posteriormente, herdar bens de irmãos, tios ou sobrinhos.

O debate sobre a matéria ganhou notoriedade com o caso de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002. Atualmente em regime aberto, ela poderia ter direito a parte da herança de um tio falecido, situação que motivou a discussão sobre a extensão das regras de indignidade para herança.

A iniciativa legislativa propõe a ampliação do chamado "instituto da indignidade". Pela redação atual, a perda do direito à herança por crime doloso se restringe a casos onde o crime é direcionado contra o autor da herança, seu cônjuge, companheiro, pais ou filhos. O novo projeto busca estender essa inelegibilidade para parentes colaterais até o quarto grau.

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Proteção à família extensa

A deputada Dayany Bittencourt (União-CE), autora do projeto, argumenta que a proposta é essencial para corrigir falhas na legislação que poderiam beneficiar criminosos. "Permitir que um homicida herde de outro membro da família que ele próprio ajudou a dilacerar é uma forma indireta de benefício, que mancha a finalidade do direito", declarou a parlamentar.

Próximos passos legislativos

O projeto de lei segue em caráter conclusivo e sua tramitação prevê a análise pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Após essa etapa, o texto será submetido à apreciação do Plenário da Câmara.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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