A condição financeira do Botafogo revela-se progressivamente mais desafiadora. Um levantamento financeiro, divulgado pelo próprio clube no sábado (11/04), detalhou um passivo circulante de R$ 1,6 bilhão, montante que exige liquidação nos próximos doze meses. O mesmo estudo indica que a dívida global do clube alcança R$ 2,7 bilhões, valor acumulado desde a sua transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), no início de 2022.
Para aprofundar-se nos desdobramentos, confira a edição do Atualiza Já Esporte veiculada na última sexta-feira (10/04).
O estudo foi encomendado por uma consultoria especializada, contratada pela SAF alvinegra. A apresentação do documento coincidiu com a convocação de uma assembleia extraordinária de sócios, idealizada por John Textor, o acionista majoritário da SAF. O propósito do encontro é deliberar sobre o aumento do capital social da SAF em R$ 125 milhões, por meio da emissão de novas ações, como parte de um aporte financeiro proposto pelo próprio empresário.
Adicionalmente, o relatório projeta um prejuízo operacional de R$ 287 milhões para o ano de 2025. O panorama financeiro é agravado pela indicação de um patrimônio líquido negativo de R$ 427,7 milhões, o que significa que, mesmo com a alienação de todos os seus bens, o clube ainda teria um déficit considerável.
Os resultados alarmantes apresentados no relatório somam-se a recentes problemas operacionais. O Botafogo acumula débitos referentes a direitos de imagem e FGTS de atletas e colaboradores. Soma-se a isso o atraso no cumprimento do Regime de Centralização de Execuções (RCE), um mecanismo de pagamento de dívidas pré-SAF, estruturado para ser quitado em parcelas regulares.