O empresário Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão, divulgou nesta semana seu plano de governo com propostas econômicas radicais. O documento de 51 páginas defende um corte profundo de gastos públicos e mudanças estruturais na máquina estatal para alcançar o equilíbrio fiscal nos próximos anos.
A Agência Brasil publica até domingo (20) matérias com os programas de governo de todos os candidatos à Presidência. Neste sábado (19), os textos contemplam Renan Santos, Ronaldo Caiado e Rui Costa Pimenta, seguindo a ordem alfabética.
Na pauta econômica, o partido Missão estabelece a desindexação de benefícios assistenciais e previdenciários em relação ao salário mínimo. Dessa forma, os pagamentos seriam corrigidos apenas pela inflação, eliminando qualquer ganho real.
A equipe do candidato projeta uma economia de R$ 1,1 trilhão até 2031. Para isso, o programa prevê o fim de supersalários, corte de subsídios e uma nova reforma da Previdência.
Mudanças na saúde e educação
Outro ponto polêmico é a desvinculação dos pisos mínimos de investimentos em saúde e educação em relação à receita corrente líquida da União. Hoje, os percentuais obrigatórios são de 15% e 18%, respectivamente.
Com a alteração proposta, o governo ganharia margem para remanejar recursos. Na infraestrutura, a meta é elevar os investimentos para 4% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segurança e programas sociais
O plano substitui o Bolsa Família pelas chamadas Frentes Cidadãs, que exigem trabalho comunitário remunerado. Já na segurança pública, a campanha sugere decretos de Estado de Defesa contra o crime organizado.
Por fim, o projeto inclui a meta de desfavelizar o país em dez anos, convertendo áreas irregulares em bairros formais por meio de hipotecas e cobrança de impostos locais.