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Quarta-feira, 01 de Julho 2026
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Rodoviários do Rio suspendem greve e ônibus voltam a circular após negociação

Paralisação foi interrompida até segunda-feira (6), aguardando nova rodada de negociações sobre reajuste salarial.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Rodoviários do Rio suspendem greve e ônibus voltam a circular após negociação
© José Cruz/Agência Brasil
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Os rodoviários do Rio de Janeiro anunciaram a suspensão de sua greve nesta quarta-feira (1º), após assembleia, permitindo que os ônibus voltem a circular na cidade. A decisão, que vigorará até a próxima segunda-feira (6), abre caminho para uma nova rodada de negociações com os empregadores sobre o reajuste salarial da categoria.

A interrupção temporária da paralisação atende a um pedido do desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), em audiência de conciliação. Embora a categoria tenha acatado a solicitação, o estado de greve foi mantido.

Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, apresentou a demanda por um reajuste de 17%, a ser pago em duas parcelas. Ele enfatizou a busca pela valorização profissional, condizente com a responsabilidade que os motoristas têm perante a população.

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A possibilidade de retomada da greve permanece para a próxima semana, caso as tratativas com o sindicato patronal, Rio Ônibus, não apresentem avanços significativos.

As reivindicações dos rodoviários incluem um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para condutores de ônibus urbanos.

Em contrapartida, o sindicato patronal propõe um reajuste de 4,39%, alinhado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Rio Ônibus alega dificuldades financeiras para atender às demandas salariais, citando uma crise estrutural de receita e a redução de subsídios por quilômetro rodado no município.

Adicionalmente, a proposta patronal inclui um vale-alimentação de R$ 860, enquanto os rodoviários pleiteiam R$ 1 mil. Outras exigências da categoria são a implementação de um plano de saúde e a redução da jornada de trabalho para 7 horas e meia diárias.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
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