Os rodoviários do Rio de Janeiro anunciaram a suspensão de sua greve nesta quarta-feira (1º), após assembleia, permitindo que os ônibus voltem a circular na cidade. A decisão, que vigorará até a próxima segunda-feira (6), abre caminho para uma nova rodada de negociações com os empregadores sobre o reajuste salarial da categoria.
A interrupção temporária da paralisação atende a um pedido do desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), em audiência de conciliação. Embora a categoria tenha acatado a solicitação, o estado de greve foi mantido.
Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, apresentou a demanda por um reajuste de 17%, a ser pago em duas parcelas. Ele enfatizou a busca pela valorização profissional, condizente com a responsabilidade que os motoristas têm perante a população.
A possibilidade de retomada da greve permanece para a próxima semana, caso as tratativas com o sindicato patronal, Rio Ônibus, não apresentem avanços significativos.
As reivindicações dos rodoviários incluem um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para condutores de ônibus urbanos.
Em contrapartida, o sindicato patronal propõe um reajuste de 4,39%, alinhado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Rio Ônibus alega dificuldades financeiras para atender às demandas salariais, citando uma crise estrutural de receita e a redução de subsídios por quilômetro rodado no município.
Adicionalmente, a proposta patronal inclui um vale-alimentação de R$ 860, enquanto os rodoviários pleiteiam R$ 1 mil. Outras exigências da categoria são a implementação de um plano de saúde e a redução da jornada de trabalho para 7 horas e meia diárias.