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Quarta-feira, 01 de Julho 2026
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Política

Revisão das regras do Fies é defendida por estudantes e faculdades em audiência

Durante debate na Câmara, representantes apontaram aumentos abusivos nas mensalidades de medicina e sugeriram novas formas de pagamento

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Revisão das regras do Fies é defendida por estudantes e faculdades em audiência
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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Na última quarta-feira (1º), a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promoveu uma audiência pública onde estudantes e gestores solicitaram mudanças urgentes nas normas do Fies. O foco central do debate foi o controle das mensalidades, especialmente nos cursos de medicina, visando garantir a sustentabilidade do financiamento e coibir reajustes desproporcionais.

André Gustavo Carvalho, diretor do FNDE, destacou que o governo federal já havia ampliado o teto de financiamento semestral para medicina em 30% no último ano. Com a medida, o limite saltou de R$ 60 mil para R$ 78 mil, buscando acompanhar a realidade dos custos educacionais.

O debate foi articulado pelo deputado Tadeu Veneri (PT-PR), presidente do colegiado. A discussão evidenciou que, apesar dos ajustes recentes, a estrutura atual do programa ainda enfrenta críticas severas tanto de quem estuda quanto de quem administra as instituições.

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João Victor Monteiro da Silva, liderança do Movimento Fies Sem Teto, alertou para a necessidade de condicionar o repasse de verbas ao cumprimento rigoroso das diretrizes do MEC. Ele denunciou que diversas faculdades estão ignorando os limites de reajuste estabelecidos pelo governo federal.

Fiscalização e denúncias de abusos

Segundo o representante estudantil, há casos em que as instituições aplicaram aumentos superiores a 200%, enquanto a norma prevê o teto baseado no IPCA. "Precisamos de uma fiscalização eficiente para evitar que o benefício do teto maior seja anulado por preços abusivos", afirmou Silva.

Além do controle financeiro, os estudantes propõem que a manutenção do financiamento esteja atrelada à qualidade acadêmica. Críticas foram feitas ao desempenho de muitas faculdades no Enamed, sugerindo que o valor cobrado não condiz com o ensino oferecido.

Inadimplência e sustentabilidade do programa

Elizabeth Guedes, da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, atribuiu as falhas estruturais do programa a reformas feitas em gestões anteriores. Para ela, o modelo de cobrança atual contribui diretamente para a explosão da inadimplência no setor.

A especialista defende que o pagamento das parcelas deve ser obrigatoriamente contingenciado à renda futura do profissional formado. Essa visão é compartilhada por Juliano Griebeler, da Associação Nacional das Universidades Particulares, como forma de reduzir a evasão escolar.

O FNDE confirmou que a proposta de vincular a quitação da dívida ao rendimento do graduado já está sob análise do conselho gestor. O objetivo é tornar o Fies um mecanismo de inclusão mais seguro e menos oneroso para os cofres públicos e para os alunos.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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