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Domingo, 13 de Setembro 2026
Justiça

STF retoma julgamento da Lei da Ficha Limpa após voto do ministro Gilmar Mendes

Magistrado votou a favor das novas regras de inelegibilidade aprovadas pelo Congresso, mas pedido de destaque enviou o caso para análise presencial.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
STF retoma julgamento da Lei da Ficha Limpa após voto do ministro Gilmar Mendes
© Antônio Augusto/STF
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O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta sexta-feira (11) o julgamento sobre a validade de alterações na Lei da Ficha Limpa, após a apresentação do voto do ministro Gilmar Mendes no plenário virtual da Corte.

O magistrado manifestou-se a favor da constitucionalidade da Lei Complementar 219 de 2025, aprovada pelo Congresso Nacional para alterar prazos de punição a políticos. A ação que contesta a nova legislação foi protocolada pela Rede Sustentabilidade.

A norma questionada alterou substancialmente as regras de inabilitação eleitoral. Entre os pontos centrais, a medida unificou em 12 anos o período máximo de inelegibilidade para condenações decorrentes de improbidade administrativa.

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Além disso, o texto aprovado pelos parlamentares modificou o marco inicial de contagem do prazo de oito anos de inelegibilidade. O período agora passa a ser calculado a partir da data de condenação, e não mais após o término do cumprimento da pena.

Mudança para o Plenário presencial

Apesar da liberação do voto de Gilmar Mendes, o ministro Flávio Dino apresentou um pedido de destaque. Essa solicitação paralisa a análise virtual e transfere o caso para o Plenário presencial do STF, ainda sem data agendada.

Placar da votação

Ao defender as alterações do Legislativo, Mendes também propôs uma modulação de prazos por 18 meses para que o Congresso possa reapreciar a matéria, retornando temporariamente ao texto original.

No momento, o placar da votação soma 2 votos a 1 contra as alterações aprovadas. Os votos contrários à flexibilização foram proferidos pelos ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
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