Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 28 de Maio 2026
Economia

Superávit primário do Governo Central atinge R$ 25,2 bilhões em abril

Resultado real em abril mostra alta de 32,7% no superávit, impulsionado por arrecadação recorde.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Superávit primário do Governo Central atinge R$ 25,2 bilhões em abril
© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Governo Central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril deste ano, um avanço em relação aos R$ 18,2 bilhões obtidos no mesmo período de 2025. Divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Tesouro Nacional, o resultado foi impulsionado por uma arrecadação recorde.

Analisando em termos reais, ou seja, após o desconto da inflação, o superávit de abril apresentou um crescimento expressivo de 32,7%.

A contribuição conjunta do Tesouro Nacional e do Banco Central foi de R$ 58,3 bilhões positivos, compensando um déficit de R$ 33,1 bilhões da Previdência Social (RGPS). Em comparação com abril de 2025, o desempenho primário foi favorecido pelo aumento real de 5,8% na receita líquida (R$ 12,8 bilhões) e de 3,3% nas despesas totais (R$ 6,6 bilhões), conforme detalhado pelo Tesouro.

Publicidade

Leia Também:

Os números de abril superaram as expectativas do mercado. A pesquisa Prisma Fiscal, do Ministério da Fazenda, apontava para um resultado positivo de R$ 17,8 bilhões.

No acumulado do ano, de janeiro a abril, o superávit primário do Governo Central soma R$ 8,7 bilhões. Este valor é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o superávit atingiu R$ 73,2 bilhões. A diferença deve-se, em parte, à concentração do pagamento de precatórios em março deste ano, enquanto em 2025 ocorreu em julho.

Meta fiscal

O resultado primário, que exclui o pagamento de juros da dívida pública, é um indicador chave para a meta fiscal de 2026, que projeta um superávit de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,9 bilhões. Essa meta considera a exclusão de precatórios e outras despesas específicas.

As regras fiscais permitem uma margem de tolerância, considerando a meta cumprida mesmo com um resultado primário entre zero e R$ 57,8 bilhões de superávit.

Adicionalmente, leis recentes autorizam a exclusão de até R$ 64,4 bilhões em despesas, incluindo precatórios, do cálculo oficial. Contudo, a previsão governamental aponta para um déficit efetivo de R$ 60,3 bilhões para o ano.

Receitas e despesas em destaque

O crescimento da arrecadação em abril foi impulsionado por diversos setores:

  • Aumento de R$ 1,1 bilhão (14%) na arrecadação do Imposto de Importação, associado ao crescimento de 9,5% no valor em dólar das importações e ao aumento da alíquota média efetiva.
  • Crescimento de R$ 4,8 bilhões (5,7%) no Imposto de Renda, especialmente sobre rendimentos de residentes no exterior (38,9%) e rendimentos de capital (21,4%).
  • Aumento de R$ 1,8 bilhão (29,5%) no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), devido a maior movimentação em câmbio, crédito e títulos.
  • Elevação de R$ 4,5 bilhões (14,4%) na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), refletindo o aumento nas vendas de bens e serviços.
  • Aumento de R$ 4,1 bilhões (7,2%) na receita previdenciária, impulsionado pelo dinamismo do mercado de trabalho e reajustes na folha.
  • Ganho de R$ 5,1 bilhões (9,8%) na exploração de recursos naturais, influenciado pela alta do preço do petróleo.

Por outro lado, houve uma queda de R$ 3,3 bilhões (82,4%) na arrecadação com dividendos e participações, destacando-se a redução nos pagamentos da Caixa Econômica Federal.

O aumento de R$ 2,4 bilhões (7,2%) nos repasses dos fundos de participação federativos também contribuiu para moderar o crescimento da receita primária líquida, refletindo a dinâmica dos tributos subjacentes.

No que diz respeito às despesas, os principais aumentos observados foram:

  • R$ 3,1 bilhões (3,4%) em benefícios previdenciários, devido ao aumento no número de beneficiários e aos reajustes do salário mínimo.
  • Aumento de R$ 3,1 bilhões (9,8%) em pessoal e encargos sociais, decorrente de reajustes salariais para o funcionalismo público federal e do impacto financeiro do reajuste de 2025 que passou a incidir a partir de maio.
FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR