A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um homem e uma mulher suspeitos de envenenar e matar o casal Everaldo Gregório, de 60 anos, e Thomas Stephen Lydon, de 65, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. O caso, que inicialmente foi tratado como morte natural, passou a ser investigado após denúncias da família das vítimas.
De acordo com as investigações, os suspeitos, uma irmã de Everaldo e um amigo americano de Thomas, teriam afastado o casal da família e assumido o controle sobre seus cuidados e bens. Ambos estão presos preventivamente enquanto o inquérito segue em andamento.
Em entrevista, Cíntia Gregório, irmã de Everaldo, relatou que a família só soube da internação do irmão e da morte do cunhado após o enterro. “Enterraram meu cunhado sem avisar à família. A gente só descobriu porque uma das minhas irmãs, que mora nos Estados Unidos, ficou sabendo e contou pra gente”, contou.
Cíntia disse ainda que cuidava do casal antes da chegada dos suspeitos. “Eu arrumava a casa, lavava roupa, fazia comida, ajudava nas consultas e exames. Depois que minha irmã e o amigo apareceram, meu irmão me dispensou. Eu senti que alguma coisa ia dar errado”, lembrou.
A desconfiança aumentou quando Everaldo foi internado e a família não recebeu qualquer informação sobre seu estado de saúde. “Quando chegamos ao hospital, meu irmão já estava entubado. O médico disse que não havia mais o que fazer. Foi muito difícil”, relatou.
Segundo Cíntia, os suspeitos tinham uma procuração assinada, o que impedia o acesso dos demais familiares a documentos e informações médicas. Ela afirmou ainda que, após as mortes, passou a ser ameaçada e perseguida. “O amigo deles começou a me perseguir, jogar o carro em cima de mim. Eu fiquei com medo e procurei a polícia”, contou.
Everaldo e Thomas estavam juntos há mais de 30 anos e enfrentavam problemas de saúde. Thomas morreu no dia 20 de junho, e Everaldo, seis dias depois, em 26 de junho. As mortes ocorreram sob os cuidados dos dois suspeitos, que agora são apontados como responsáveis pelo envenenamento do casal.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para determinar se os crimes tiveram motivação financeira, já que há suspeitas de que os investigados tentaram se apropriar de bens e documentos das vítimas.
“Eu não quero vingança. Quero justiça. Que a verdade apareça e que meu irmão descanse em paz”, disse Cíntia, emocionada.
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