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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
Economia

Taxa de desemprego cai para 5,4% e atinge recorde histórico no segundo trimestre

Levantamento do IBGE aponta que o Brasil alcançou 103,1 milhões de pessoas ocupadas, impulsionado por setores como transporte e administração pública.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Taxa de desemprego cai para 5,4% e atinge recorde histórico no segundo trimestre
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre, o menor patamar registrado para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Os dados, divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE, mostram uma queda em relação aos 6,1% apurados no primeiro trimestre e aos 5,8% observados no mesmo intervalo do ano anterior.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população ocupada no país chegou a 103,1 milhões de pessoas, representando um acréscimo de aproximadamente 1,081 milhão de trabalhadores em comparação ao trimestre anterior. Ao mesmo tempo, o total de desocupados caiu 10%, somando 5,9 milhões de pessoas, o que equivale a 718 mil a menos.

Setores em destaque e informalidade

A expansão das contratações entre o primeiro e o segundo trimestres foi impulsionada principalmente por dois segmentos. O setor de Transporte, armazenagem e correio teve alta de 3,9% (mais 235 mil pessoas), enquanto a Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais cresceu 2,6% (mais 489 mil pessoas).

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No trimestre encerrado em junho, o mercado contabilizava 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem o registro formal. Com isso, a taxa de informalidade ficou em 37,4% da população ocupada.

O rendimento médio habitualmente recebido pelo trabalhador alcançou R$ 3.738. Esse é o maior valor já registrado para um segundo trimestre, embora represente uma ligeira retração frente aos R$ 3.765 verificados no primeiro trimestre de 2026.

Metodologia da Pnad Contínua e histórico

A Pnad Contínua avalia o mercado de trabalho para cidadãos com 14 anos ou mais, incluindo vagas formais, informais, temporárias e de trabalho autônomo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Para ser classificado como desocupado, o indivíduo precisa ter procurado emprego efetivamente nos 30 dias anteriores à entrevista.

O levantamento considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, grupo que não possui garantias trabalhistas como férias, 13º salário e seguro-desemprego. O recorde mínimo histórico da pesquisa ocorreu no quarto trimestre de 2025 (5,1%), enquanto a taxa máxima de 14,9% foi atingida durante a pandemia de covid-19.

Conexão com os dados do Caged

Os dados da Pnad complementam o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), focado no emprego formal. Em junho, o Caged reportou saldo positivo de quase 145,2 mil postos com carteira, acumulando a criação de 921,7 mil empregos formais no ano de 2026.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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