O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou na última segunda-feira (12) a retirada das redes sociais de um vídeo adulterado. A gravação falsa tentava associar o uso de drogas a um comício do candidato Luiz Inácio Lula da Silva realizado na Avenida Paulista, em São Paulo.
A publicação utilizava imagens reais do ato político combinadas com registros antigos gravados no Chile. Segundo a defesa da campanha, o material circulava na internet antes mesmo da manifestação pública na capital paulista.
A ordem de exclusão foi direcionada a figuras públicas como Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Pablo Marçal e Rony Gabriel. O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para a remoção completa do conteúdo foi de 24 horas.
Na avaliação do magistrado, o material possui potencial para confundir o eleitorado. Além disso, a empresa Meta foi acionada para garantir a retirada das postagens caso os responsáveis diretos descumpram a determinação judicial.
O pedido da coligação foi atendido apenas em parte, visto que o tribunal optou por não aplicar a multa financeira solicitada inicialmente. O plenário do órgão ainda deverá fazer a análise definitiva sobre o episódio.
A Agência Brasil tenta contato com os citados para comentar a decisão e mantém o espaço aberto para incluir posicionamento.