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Política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp antes da eleição

Medida proposta visa proteger a integridade do pleito e pode afetar perfis com mais de 200 mil seguidores

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp antes da eleição
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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Uma minuta de resolução do TSE está em análise e prevê a desativação temporária de canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores. A interrupção ocorreria nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da votação.

O documento obtido pela Agência Brasil indica que, se aprovada pelo plenário da Corte, a regra entrará em vigor de forma imediata para proteger a integridade do pleito.

A proposta começou a circular entre os ministros após debates em reuniões informais. O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do tribunal.

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A assessoria de Mendonça esclareceu que a medida não é uma iniciativa isolada, mas sim uma atribuição tradicional do cargo de vice-presidente na elaboração de normas eleitorais.

O objetivo central é blindar o processo de votação em seu momento mais crítico, quando faltaria tempo hábil para reverter eventuais conteúdos ilícitos divulgados em massa.

A normativa estabelece critérios objetivos e válidos para qualquer legenda ou orientação política, atingindo perfis de grande alcance na plataforma de mensagens.

Alcance da medida

Caso seja chancelada, a regra afetará espaços de grande repercussão, como o canal com milhões de inscritos associado à campanha oficial e outros perfis de grande audiência.

O texto equipara o alcance desses canais ao de conteúdos pagos de campanha, apontando um risco de dano irreversível à vontade do eleitorado na reta final.

Controvérsia recente

A discussão ganhou força após impasses judiciais envolvendo a suspensão e o restabelecimento de um canal de grande porte na Justiça Eleitoral.

Após divergências entre ministros sobre liminares e registros formais, a ferramenta acabou liberada para seguir ativa após a regularização exigida pelo tribunal.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
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