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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026

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Política

Câmara de SP decide arquivar impeachment de Ricardo Nunes sobre frota de ônibus

Vereadores rejeitaram a denúncia que acusava o prefeito de limitar o transporte público no segundo turno das eleições na capital paulista.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Câmara de SP decide arquivar impeachment de Ricardo Nunes sobre frota de ônibus
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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A Comissão Especial da Câmara de Vereadores de São Paulo arquivou o pedido de impeachment de Ricardo Nunes, prefeito da capital paulista. A solicitação acusava o gestor de cometer crime eleitoral por supostas irregularidades e redução da frota de transporte público durante o segundo turno das eleições locais.

A votação terminou com cinco parlamentares contrários ao prosseguimento do processo: Rubinho Nunes (União), Major Palumbo (PP), Dra. Sandra Tadeu (PL), Kenji Ito (Pode) e Sandra Santana (MDB). Apenas os autores da denúncia, os vereadores Luana Alves (Psol) e Hélio Rodrigues (PT), votaram a favor da abertura do caso.

Acusações de manipulação eleitoral

Segundo Luana Alves, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) havia determinado a circulação de 100% da frota no dia do pleito. Contudo, os parlamentares argumentam que apenas 70% dos ônibus operaram na data, prejudicando os eleitores a caminho das urnas.

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Para a vereadora do Psol, a situação tratou-se de uma tentativa de manipulação eleitoral planejada, e não de uma falha logística. Hélio Rodrigues reforçou a tese ao afirmar que os pontos ficaram lotados e que houve perseguição política durante o processo de votação.

Defesa da prefeitura e do relator

Em contrapartida, a administração municipal negou qualquer prejuízo aos eleitores, sustentando que a oferta de ônibus esteve acima da demanda. A gestão apresentou imagens dos terminais e corredores com baixo movimento de passageiros para comprovar a tese.

O relator do pedido, Major Palumbo (PP), afirmou que a denúncia não traz elementos suficientes para instaurar o processo na Câmara. Segundo o vereador, a análise cabe à Justiça Eleitoral, ressaltando que as ações na data respeitaram as normas vigentes.

Repercussão em outros estados

Relatos sobre a falta de transporte também surgiram em outras capitais, como Salvador. Durante o pleito, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando restrições no serviço em nove estados e pedindo a prorrogação da votação.

Atendendo aos pedidos das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL) — este último motivado por fortes chuvas em estados do Sul e Sudeste —, o ministro do STF, Cristiano Zanin, determinou a prorrogação da votação por duas horas nos locais afetados.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - repórter da Agência Brasil
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