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Sexta-feira, 10 de Abril 2026

Política

Campos Neto não comparece à CPI do Crime Organizado pela terceira vez

Desde 3 de março, legisladores buscam ouvir o ex-presidente do Banco Central.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Campos Neto não comparece à CPI do Crime Organizado pela terceira vez
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central (BC), não compareceu à sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado, nesta quarta-feira (8).

Convidado como testemunha qualificada, devido ao seu conhecimento técnico, Neto deixou de comparecer ao depoimento após seus advogados informarem ao colegiado que a obrigatoriedade de sua presença infringiria uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Esta marca a terceira vez que a comissão tenta, sem sucesso, ouvir o economista, que liderou o BC entre 2019 e 2024. Conforme o presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), Neto foi inicialmente convidado e, posteriormente, convocado por sua capacidade de contribuir significativamente para as investigações da CPI, instaurada para apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no Brasil.

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A primeira tentativa da CPI de obter o depoimento de Neto ocorreu em 3 de março. Na ocasião, o ministro André Mendonça, do STF, converteu a convocação em um convite, tornando a participação do ex-presidente do BC opcional na reunião.

O colegiado reiterou o convite para que Neto participasse da sessão de 31 de março. Diante da recusa do economista, o grupo aprovou, na mesma data, a convocação de Neto para a reunião desta quarta-feira, na qual os parlamentares estão ouvindo o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A convocação pela CPI torna a presença de qualquer indivíduo obrigatória. Os membros da comissão analisam agora as próximas providências a serem tomadas em um curto prazo, uma vez que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não estender o prazo de funcionamento da CPI, mantendo o dia 14 como data final.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
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