O Hospital Municipal Souza Aguiar, situado no Rio de Janeiro e reconhecido por sua expertise em urologia, tem observado um crescimento no número de casos de fratura peniana durante o Carnaval. A unidade médica ressalta que essa lesão é mais prevalente do que a percepção geral e exige intervenção médica urgente.
Conforme apontam os especialistas do hospital, períodos festivos como o Carnaval e as celebrações de fim de ano frequentemente apresentam uma elevação nessas ocorrências. Tal aumento é atribuído à intensificação da atividade sexual, muitas vezes praticada em locais inadequados ou sob a influência de bebidas alcoólicas.
Apesar do estigma social que cerca o assunto, a fratura peniana é uma condição relativamente comum nos pronto-socorros. Ela acontece quando a túnica albugínea, membrana que confere rigidez ao pênis ereto, se rompe. É crucial entender que não se trata de uma quebra óssea, mas sim de uma lesão em um tecido interno.
Geralmente, o trauma ocorre quando o órgão, em estado de ereção, é submetido a um movimento abrupto e inadequado. Muitos pacientes descrevem ter escutado um som de estalo no instante da lesão, acompanhado de dor aguda e inchaço. O pênis pode, então, exibir uma alteração em sua forma e uma tonalidade arroxeada, popularmente descrita como “aspecto de berinjela”.
Em cenários mais severos, a lesão pode levar a sangramentos uretrais e dificuldade para micção, sinalizando um potencial dano mais extenso.
Tratamento não pode esperar
A intervenção terapêutica é unicamente cirúrgica e exige celeridade. A postergação na busca por assistência médica pode resultar em complicações permanentes, como curvatura persistente do pênis, disfunção erétil, dores crônicas e repercussões psicológicas significativas.
Especialistas recomendam que, diante de qualquer suspeita de fratura peniana, o paciente:
- não aguardar a remissão espontânea dos sintomas;
- evitar a automedicação;
- não empregar métodos caseiros;
- dirigir-se imediatamente a um hospital que disponha de serviço de urologia.
O Hospital Municipal Souza Aguiar, que já registrou mais de 500 atendimentos relacionados a essa condição ao longo dos últimos 25 anos, enfatiza a relevância da conscientização e da atenção à saúde sexual, sobretudo em épocas com maior propensão a condutas de risco.