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Justiça

Caso Ana Clara gera protesto em Brasília contra decisão de André Mendonça

Manifestantes apontam censura após ministro suspender impulsionamento de vídeo sobre a morte da menina em 2021.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Caso Ana Clara gera protesto em Brasília contra decisão de André Mendonça
© Luiz Claudio Ferreira/Agência Brasil
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Manifestantes se reuniram nesta sexta-feira (23) em Brasília para realizar um protesto relacionado ao caso ana clara, criticando a decisão do ministro André Mendonça de suspender o impulsionamento pago de um vídeo nas plataformas digitais.

O ato aconteceu na área externa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida do ministro atendeu a um pedido feito pelo candidato Flávio Bolsonaro, barrando a veiculação da gravação.

A determinação também proibiu a campanha de realizar novos impulsionamentos do conteúdo, estipulando multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

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Ana Clara tinha cinco anos quando faleceu em 2021, vítima de um disparo de fuzil efetuado por um policial militar em uma comunidade de Niterói, no Rio de Janeiro.

O material audiovisual veiculado pela campanha de Lula lembra que o senador Flávio Bolsonaro defendeu publicamente o acusado durante o seu mandato.

Críticas à decisão

Para Maria das Neves Filha, que preside a União Brasileira de Mulheres (UBM), a determinação do magistrado representa uma evidente prática de censura.

Durante o ato, ela afirmou que a medida precisa ser combatida para defender a democracia e garantiu que providências serão tomadas.

A dirigente também criticou o timing da ordem judicial, emitida bem no encerramento do prazo útil antes do pleito eleitoral.

Justificativa oficial

Em sua fundamentação, o ministro André Mendonça apontou que o material não apresenta caráter promocional da própria candidatura, mas sim um foco exclusivo em críticas.

Segundo o magistrado, o objetivo central da peça publicitária seria desqualificar o adversário político no processo eleitoral.

Mendonça acrescentou que a presença de declarações da mãe da vítima, Cristiane Gomes da Silva, não invalida a proibição do formato pago.

Para o tribunal, a reprodução de depoimentos e debates não elimina, por si só, a irregularidade apontada no impulsionamento remunerado.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
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